O suspeito da matança de Monte Tchota estava de sentinela no dia do massacre

27/04/2016 13:38 - Modificado em 27/04/2016 13:38
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investigaçãoO NN apurou que o soldado suspeito de ter assassinado onze pessoas no destacamento militar do Monte Tchota, na ilha de Santiago, esteve de sentinela na noite de domingo para segunda. Tudo indica que terá sido nessa altura que se dirigiu para a caserna e eliminou os oito militares que se encontravam deitados.

Este dado faz sentido mediante as informações que o NN sabe que foram prestadas pelo guarda na casa da presidência da república que fica a 1  quilómetro da destacamento. Este terá informado que ouviu tiros por volta das 10 horas da manhã de segunda-feira,  25. Este online sabe que o responsável da residência Quinta da Montanha ligou na terça-feira de manhã para o guarda da residência do PR para informar se este sabia do paradeiro de três técnicos que tinham ido no dia anterior fazer um trabalho no destacamento. Isto porque do hotel na cidade da Praia, onde estas três pessoas estavam hospedadas, tinham lhe telefonado a dizer que estas  não tinham voltado ao hotel durante o dia de segunda-feira. O responsável da Quinta da Montanha terá sido informado pelo guarda que “na segunda-feira de manhã viu um carro  de cor branca a passar a toda a velocidade”.

Guarda ouviu vários tiros

O NN falou com o guarda que prestou serviço entre as  15 horas de Domingo  e as 15  horas de segunda. Este afirmou que na segunda-feira volta das 10 horas ouviu vários tiros, diz que não ligou nem deu o alerta porque tratando-se de um quartel achou normal. O guarda que lhe rendeu disse ao NN que não se apercebeu de nada de anormal. Mas na terça-feira de manhã por volta das 10/11 horas a pedido do dono da residência Quinta da Montanha foi ao destacamento para saber se as três pessoas estavam lá. Afirma que bateu a  porta do quartel, mas ninguém atendeu, apenas ouviu  os cães a ladrar e foi-se embora.

Diz que depois um carro com técnicos da CVTelecom  foi ao destacamento e terá sido aí que descobriram, primeiro o corpo dos três civis junto a porta na parte de dentro e depois os oito corpos dos militares na caserna.

Está linha de investigação do NN prova que o massacre terá acontecido por volta das 10 horas de segunda-feira e que as autoridades só terão tido conhecimento 24 horas depois. E que a descoberta ficou-se a dever a insistência do hotel e do responsável da quinta da Montanha em saber do paradeiro das pessoas que estavam ali hospedadas.

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