Alessandra Ballesteros “gostaríamos de deixar o Ecuador o mais rapidamente possível”

25/04/2016 08:05 - Modificado em 25/04/2016 08:05
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alessandraNa última semana, o Equador foi fustigado por um terramoto de magnitude 7,8 da Escala de Richter. Desde esse dia, outros setecentos terramotos secundários se sucederam. A  tragédia, a pior em quase 70 anos, deixou quase 12.500 feridos, 26 mil desabrigados e bilhões de dólares em perdas e o número de pessoas resgatadas era de 113 até este domingo.

Um número significativo de jovens cabo-verdianos tem escolhido este país para dar seguimento aos seus estudos superiores através de uma cooperação entre universidades do Equador e de Cabo Verde. Alessandra Ballesteros é um dos jovens que se está a formar no Equador. No seu primeiro ano, deparou-se com uma das maiores tragédias do país que a acolhe.
“Ninguém estava à espera; de repente o chão tremeu e, como às vezes costuma haver tremores, mas suaves, ninguém deu importância. De repente, tremeu como nunca. A luz da casa balançava com tudo dentro. Um autêntico pesadelo. Cabos da luz a caírem, casas a caírem, pontes a caírem, gente a gritar. Um desespero total”: assim descreve Alessandra um dia de terror.

Como explica, a área onde vive foi uma das mais afectadas: a Província de Manbi. A cidade de Manta onde reside está na lista dos lugares mais destruídos pelo terramoto, mesmo havendo cidades que sofreram mais. “A minha cidade não tem electricidade desde o ocorrido, assim como água e internet. Os supermercados recusam-se a abrir”, excepto ontem, onde um abriu por momentos. Não é uma situação que desejaria a ninguém”, conta.

Alessandra está no Equador há mais de um ano onde vive com mais cinco cabo-verdianos que estão há muito mais tempo e o clima “tem sido de tristeza. Mas todos estão animados a ajudar a levantar o país e o apoio aos mais afectados tem sido incondicional”.

Com todo o trauma e todos os estragos, Alessandra espera que algo seja feito para tirar os cabo-verdianos das zonas de perigo. “Neste momento, o Equador não é o melhor lugar para se viver. E se a Embaixada de Cabo Verde que está no Brasil ajudasse, gostaríamos de deixar o país o mais rapidamente possível”.

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