Davilson Morais em busca do sonho olímpico

22/04/2016 07:35 - Modificado em 22/04/2016 08:37
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Davilson-MoraisDavilson Morais, 27 anos, vai ser o representante de Cabo Verde nos próximos Jogos Olímpicos, a serem realizados no Rio de Janeiro, Brasil. No mês de Março, Davilson foi aos Camarões lutar pela qualificação e uma medalha de bronze deu-lhe a qualificação directa e, com ela, a responsabilidade de carregar nos ombros, desta vez nos punhos, a força de representar Cabo Verde.

Da qualificação, Davilson traz boas lembranças para além da medalha, mas ressalta o facto de ter encontrado “atletas de outro patamar, atletas olímpicos acostumados à competição”. Valeu o esforço e conseguiu alcançar o objectivo. “Foi uma satisfação enorme, fiquei muito contente porque foi uma competição em que estava a participar pela primeira vez e gostei muito do meu desempenho”, recorda.

Com a qualificação garantida, Davilson alarga os horizontes e traça como um dos objectivos trazer uma medalha para Cabo Verde. “A minha perspectiva é dar o máximo possível para mostrar o meu valor e representar Cabo Verde da melhor forma, e também um incentivo para uma melhor aposta na nossa modalidade”, afirmando que “em Cabo Verde há atletas que têm grande potencial e que querem ir mais adiante”.

Para Davilson, a participação nos Jogos Olímpicos avista-se como uma grande responsabilidade, não só porque vai representar o País, mas também porque sabe da importância do evento e porque a tarefa não se aparenta fácil. Já está mentalizado para o que vai encontrar.

A preparação, como revela, tem corrido bem. Davilson tem-se vindo a treinar em São Vicente e espera pela decisão da Federação de Boxe para realizar um estágio. Estágio que, a seu ver, será de grande importância. “No estágio vou encontrar atletas com quem posso fazer combates; atletas de outro patamar, o que me vai ajudar muito”.

A falta de combates no País tem sido a grande dificuldade para a modalidade em Cabo Verde. “Sou da categoria mais de 90 quilos, pesos pesados e compito pouco. Fui para qualificação e fiz dois combates em dois anos, o que não é muito. Se tiver mais competição, ganho outra experiência, mais garra e posso ter um desempenho acima do que mostrei e acredito que tenho capacidade para dar mais”.

Esta falta de combate verificada por Davilson é estendida por ele aos seus colegas.

De momento, o pugilista encontra-se focado na sua preparação tendo em vista a participação nos Jogos Olímpicos. Como único pugilista nacional qualificado, aumenta ainda mais a responsabilidade. Avança que o aproximar-se da hora não o deixa nervoso mas sim empenhado em fazer uma boa partição.

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