Homicídio no matadouro: MP pede condenação do arguido

22/04/2016 08:10 - Modificado em 22/04/2016 08:10
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TribunalDepois da primeira sessão do julgamento e da reconstituição do crime, o arguido Hipólito Barbosa, acusado de homicídio agravado foi presente, mais uma vez, ao 1º Juiz Crime para dar continuidade às alegações. O representante do Ministério Público não se convenceu com as declarações do arguido alegando que apesar de ainda de forma indeterminada, a vítima não poderia ter caído por cima da faca espetando-a em si mesma. Razões várias que levaram o MP a pedir a condenação do arguido.

Apesar do arguido ter negado a autoria do golpe de faca que atingiu mortalmente a vítima Osvaldo, “Vává” segurança do matadouro de São Vicente em Novembro do ano passado, o representante do Ministério Público considera que “não se mostra razoável que o ofendido tenha caído por cima da faca”, provocando a própria morte, tese defendida pelo arguido.

Assim sendo, o MP acredita que o agressor como sendo praticante do boxe, agiu por “exibição de força, havendo pessoas presentes mostrando prazer de agredir”. O mesmo pede que o arguido seja condenado pela “atitude leviana e sem motivos”.

O Ministério Público considera que o arguido estando sóbrio e o ofendido sob o efeito do álcool, poderia muito bem ter-se defendido de uma outra forma, uma vez que o local onde se encontravam é bastante grande.

No entanto, depois de ter desferido uma pedra da calçada com cerca de 1 quilo na cabeça da vítima deixando-a inanimada, ainda lhe caiu por cima e levantou-se com a faca nas mãos.

Quanto ao advogado que assegura a defesa do arguido, este alega que o ofendido se encontrava sob o efeito de álcool tendo sido substituído pelo seu chefe. Ainda assim, antes do trágico acidente, terá insultado e ameaçado o colega substituto com a mesma arma com que viria a ser morto. O mesmo considera que qualquer pessoa, depois de ter sido agredida com cerca de cinco facadas, teria de se defender e a forma que o seu constituinte encontrou foi a pedra que terá desferido na cabeça do ofendido.

Para além disso, a defesa quer provar que a causa da morte do ofendido não foi provocado pelo arguido, uma vez que nenhumas das testemunhas afirmou ter avistado o arguido a desferir qualquer golpe de faca contra a vítima.

Após as alegações, o Juiz agendou a leitura da sentença para o dia 02 de Maio.

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