O presidente da AN Jorge Santos levanta a bandeira da regionalização

21/04/2016 07:51 - Modificado em 21/04/2016 07:51

jorge santosJorge Santos foi eleito novo Presidente da Assembleia Nacional. Da votação dos deputados eleitos, conseguiu 63 votos a favor, 6 contra e 2 abstenções. Vão fazer parte da mesa da assembleia como 1º Vice-presidente, Antero Correia, 2º Vice-presidente, Eva Ortet. Como secretários Jorge Nogueira, 1º Secretário, Américo Nascimento, 2º Secretário e como 3ª secretária, Mircéa Delgado.

No discurso como Presidente da Assembleia, Jorge Santos realçou as prioridades para a próxima legislatura. Enalteceu o espírito e a maturidade dos cabo-verdianos nas últimas eleições e traçou como objectivo a promoção das potencialidades e novas oportunidades do País para que Cabo Verde possa ter mais rendimento económico para as famílias e as empresas, menos desemprego, mais segurança, menos desigualdades sociais e uma maior coesão social para um País mais justo.

Neste sentido, elege a reforma do Estado, a descentralização e a regionalização do País como os grandes desafios do desenvolvimento das ilhas. “Precisamos encontrar soluções internas do ponto de vista do modelo de desenvolvimento que permitam um melhor aproveitamento das oportunidades e potencialidades existentes em todas as regiões do País”.

Para Santos, é necessário cada vez mais, aproximar o poder, as instituições e as soluções às pessoas. O desenvolvimento acontecerá “quando tivermos todas as ilhas ligadas entre si e com o mundo. E cada ilha deverá afirmar-se com uma economia pungente ao serviço da estratégia global ao serviço de Cabo Verde”.

Como mencionado pelo novo Presidente da Assembleia Nacional, essa reforma política exigirá vontade e comprometimento do Parlamento e de todos os actores políticos.

“A reforma do sistema político e do Parlamento em particular, devem ser erigidos como desafios inadiáveis do nosso sistema democrático, contribuindo para uma maior participação dos cidadãos, uma maior produtividade dos parlamentares e um sistema de poder que esteja alinhado com a dimensão do País e as exigências da sociedade”, reforça Jorge Santos.

Para Jorge Santos, a reforma do Parlamento deve ser assumida como uma prioridade da Assembleia e dos grupos parlamentares, da mesa e de todos os deputados.

Expressa o desejo de, “todos juntos”, encontrarem novas formas de fazer presente o trabalho da Assembleia, junto dos que lhes confiaram a sua representação. “Estou certo que conseguiremos ter presente no nosso trabalho os sofrimentos, as necessidades e as ambições dos que prometemos representar”.

Jorge Santos exorta ainda a classe política para um espírito de abertura e de diálogo permanente a fim de continuar a busca e a partilha de soluções para todos os segmentos da sociedade.

  1. Agostinho Fonseca

    Baseando no titulo, pergundo ao sr. Jorge Santos porque nunca defendeu essa ideia de regionalização quando deputado?
    Foi um dos que não tiveram a coragem de ver de frente a despopulação da ilha das Montanhas, sua, nossa ilha, tão maltratada pelos defensores da Grande Capital que entregam como um “Grande Bordel”.
    Dai, o desejo ridiculo de aeroporto e uniersidade em Santo Antão. Se estivesse no seu tino, a primeira coisa que pedia era o desenvolvimento da Agricultura e a Pesca.
    Não se vos pede o fim do mundo mas… dividir as esmola equitativamente.

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