Armador acredita que os pescadores consigam sobreviver: tinham água, gelo e comida no bote

20/04/2016 08:32 - Modificado em 20/04/2016 08:32

barco pescaEsta terça-feira, 19, faz duas semanas que os  três pescadores  desaparecidos encontram-se á deriva no mar. Nos últimos dias tem surgido noticias do seu aparecimento, mas os familiares mais chegados, o armador e as autoridades não confirmam as noticias de que os pescadores foram encontrados na costa do Brasil, ou ao largo do Senegal. Estas informações “não passam de boatos”, como revela a irmã de dois pescadores que estão no barco.

Sobre as notícias afirma que teve um amigo no Senegal a fazer diligências junto das autoridades e hospitais para confirmar a historia, mas sem sucesso.

Duas semanas após o  acontecido José Crisóstomo, armador do barco, revela o sentimento vivido nos últimos dias. “É uma angustia, faz exactamente duas semanas, e não temos tido nenhuma noticia, nada, não sabemos de nada”. E acrescenta que é frustrante viver neste tipo de situação.

Para José Crisóstomo não se pode deixar este caso cair no esquecimento.  “Apelo que divulgam as fotos para os barcos que passam nas águas de Cabo Verde, tem informações todas, e divulguem as fotos do que estão naquele bote”.

O dia fatídico

“Era terça feira e as nove horas da manhã os pescadores comunicaram  que havia um problema no motor e que estavam a ser levados pela corrente em direcção a São Nicolau e pediram-me  para dirigir urgentemente a capitania e a guarda costeira, para avisar que estavam a deriva”, como relembra.

Conta que os pescadores deram nome a costa de São Nicolau que conseguiam ver, e diz que a Guarda Costeira tomou nota. Mas afirma que “se tinham reagido a tempo isto não estava a acontecer”.

Espera que as autoridades continuem  fazendo esforço de forma que os pescadores possam voltar as suas casas.

Sobrevivência

A preocupação centra-se  no tempo que os pescadores já têm no mar. Falta de água e comida , frio. Como conta o armador os pescadores costumam sair para a pesca, normalmente, passam cerca de uma semana. O facto é que armam o acampamento no Ilhéu Raso e saem para a faina e voltam outra vez para o ilhéu.

“levaram água, comida e o barco, cabe dez a treze  sacos de gelo .A esperança que tenham o porão de cheio de gelo. espero que tenham algum algum peixe”. E deseja que este quadro  se mantenha  até quando forem encontrados, o que espera que seja o mais rápido possível.

  1. Augusto Galina

    A “certeza” do armador dà que pensar. Porque està tão seguro do que diz ?

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