Operação Príncipe III: PJ prossegue a perseguição em terra com suspeitos na mira

19/04/2016 08:16 - Modificado em 19/04/2016 08:16

PJBuscas domiciliárias desencadeadas pela Polícia Judiciária resultaram na apreensão de várias munições de guerra e armas, telefones por satélite, dois mil contos, quatro mil dólares, vinte e quatro mil euros e vários documentos. As apreensões foram feitas na cidade da Praia e na Assomada.

A operação ainda não terminou e já estão detidas nove pessoas na sequência da Operação Príncipe III, despoletada pela Polícia Judiciária. As buscas domiciliárias realizadas esta segunda-feira na cidade da Praia e em Assomada, culminaram na apreensão de várias munições de guerra e armas, telefones por satélite, dois mil contos cabo-verdianos, quatro mil dólares, vinte e quatro mil euros e vários documentos.
Mas a PJ prossegue as  buscas em terra na certeza que existem mais envolvidos no tráfico de 280 quilos de cocaína . Patrício Varela, Director Nacional da Polícia Judiciária não descarta a hipótese de haver mais apreensões e prisões.

A bordo do navio de pesca Príncipe III foram encontrados 280 quilos de cocaína distribuídos em sacos de plástico, 450 litros de combustível e armas. Foram ainda detidos seis indivíduos sendo um de nacionalidade cabo-verdiana, quatro brasileiros e um russo. Recentemente, mais três homens cabo-verdianos foram detidos pela PJ.

Segundo avançou hoje à imprensa o diretor da PJ, Patrício Varela, a apreensão aconteceu domingo de manhã a sul da ilha do Fogo, quando um navio de pesca denominado Príncipe III, e que dá nome à operação, vinha do Brasil para fazer o transbordo de droga em águas cabo-verdianas, mas não terá chegado ao local combinado por falta de combustível.

O barco, que tinha quatro cidadãos brasileiros, ficou à deriva em alto mar e um veleiro, com um cabo-verdiano e um russo, saiu da Praia com 450 litros de combustível para o abastecer.

Esta é a terceira grande apreensão de droga em Cabo Verde nos últimos cinco anos.

A primeira deu origem ao caso “Lancha Voadora”, em 2011, com a PJ cabo-verdiana a fazer a maior apreensão de droga de sempre no arquipélago: 1,5 toneladas de cocaína em elevado estado de pureza, que estava armazenada num prédio da Achada de Santo António, na capital do país.

Em novembro de 2014, a PJ  apreendeu 521 quilogramas de cocaína na praia da Salamansa na ilha de São Vicente.
Esta nova apreensão vem mostrar que a rota cabo-verdiana  do tráfico de cocaína da América do Sul  para Europa continua activa , desta vez usava o eixo de Santiago.

  1. VIRULENTO

    PAICV a sair em grande no combate a narcotrafico!!!!Agora que é balela/móia a partir do dia 22 de abril com MPD no governo,que introduziu DROGA em Cabo Verde e com altos defensores (advogados)dos narcotraficantes no seio seio é vale tudo e enriquecimento facil e mortes de jovens viciados e principiantes.

  2. Silvério Marques

    Para o Senhor VIRULENTO, no século XXI ainda temos em Cabo Verde o Partido / Estado, isto é, o PAICV mete-se no corpo da PJ e actua. Depois do dia 22, o MpD mete-se no corpo da PJ e diz porta aberta ao tráfico de drogas. Mas o VIRULENTO vai mais longe retrocede ao século 18, onde os criminosos não têm direito á defesa. Praticaram o crime a justiça é aplicada sem regras. Vá uma pessoa compreender este tempo e o pensamento de certas pessoas. O advogado sempre para vigiar que a lei é aplicada em relação ao arguido, isto no mundo civilizado. Para Cabo Verde do PAICV ( certos militantes ), o advogado que defende criminoso é criminoso também.

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