Dívida pública: cidadãos apreensivos esperam que ULCS mostre a situação real

19/04/2016 08:13 - Modificado em 19/04/2016 08:13

escudoO nome de Cabo Verde figura entre a lista dos países com a maior dívida pública a nível mundial. O País está no nono lugar de uma lista liderada pelo Japão e seguida pela Grécia. A dívida pública de Cabo Verde está estimada em 121,7 por cento do PIB, em 2016. Além dos dois países citados, estão diante de Cabo Verde, o Líbano, a Itália, Portugal, a Eritreia, a Jamaica e o Butão. Os Estados Unidos da América fecham o top 10.

A dívida tem tido leitura diferente por parte dos partidos do País. O ainda Governo defende que a dívida do País é sustentável, enquanto que o MpD vem defendendo que os níveis da dívida são preocupantes. Mas o primeiro- ministro indigitado já prometeu que ” os cabo-verdianos vão conhecer a situação real em que o país se encontra”

A dívida e a posição ocupada por Cabo Verde no ranking levanta preocupações nalgumas pessoas entrevistadas pelo NN. “Cabo Verde, na lista dos países com maior dívida pública, é claro que preocupa. E não querem que algo de ruim aconteça ao País a nível económico como tem acontecido com outros países como a Grécia”. Esta é a opinião de Nando Soares, em Espia. Para este cidadão, é difícil para Cabo Verde liquidar toda a dívida devido às condições do País, mas não se pode exagerar na dívida pública.

Outro aspecto de uma alta dívida pública, como refere Daniel Lima, é que o povo é que vai acabar por arcar com as consequências. “Quem vai acabar por pagar a dívida pública são as pessoas através de impostos. E claro que quanto mais alta for, mais as pessoas vão ter de pagar no futuro”, como tenta esclarecer. Este aspecto é motivo de preocupação pois quando se diz aumentar os impostos, significa que as pessoas vão ter mais dificuldades, “já que a vida não está fácil”.

Para Jorge Delgado, existe outro aspecto que é necessário ser levado em conta sobre o tema. “Acho que a dívida pode condicionar o trabalho de quem vai para o Governo agora”. Para este cidadão, a dívida alta induz a preocupação de não a deixar aumentar o que pode limitar o trabalho do Governo sobre os investimentos. Rodrigo Santos acrescenta que, neste aspecto, o objectivo deve ser reduzir a dívida, mas que “não vai ser fácil, quando o País não tem muitos recursos naturais. Mas o próximo Governo tem de trabalhar neste sentido”.

“Se os investimentos que foram feitos por causa da dívida derem resultados, podemos diminuir, mas nada é certo. Agora, é esperar que o Governo possa trabalhar na sua redução”, perspectiva.

Sobre a dívida de Cabo Verde, o Primeiro-ministro cessante já tinha afirmado que a dívida estava dentro do limite da sustentabilidade. “A nossa (dívida) é de longo prazo e concessional, o que quer dizer que pagaremos daqui a 25/30 anos. O que estamos a fazer é acelerar o ritmo de crescimento para poder, nessa altura, pagar e assumir os nossos compromissos, na linha do que apontam as análises do FMI, do BM e dos principais parceiros de Cabo Verde”.

  1. Quer dizer a divida pode ser paga daqui a 25/30 anos? Então o meu filho com 20 anos de idade neste momento vai contribuir com essa divida até 45/50 anosde idade? Inadmissivel num país que não tem recurso, é uma irresponsabidade dos governantes..

  2. VIRULENTO

    O novo PM- Ulisses C e Silva deverá ter a inteligencia, capacidade solucionável e sem papa na língua , falando pouco (porque baralha demais as coisas) saber renegociar a divida porque o investimento feito em todo o país- Cabo Verde justificou tal situação.Deixemos de muita bla bla e mãos a obra com um governo fracote que necessita remodelação após os 100 dias de período de graça com criação de secretários de estado porque senão o país cai na lama sem forma de desintupir fossas.

  3. Silvério Marques

    Mais uma falácia. Os empréstimos a 25 / 30 anos são os piores que não forem investidos em sectores produtivos. Neste caso não foi. Neste momento há estradas construídas com empréstimos que estão deterioradas e exigem reparações urgentes ou então deixam de ser transitáveis. A barragem de banca furada ainda de dar água para rega exige já grandes obras; a barragem de salineiro que ainda não uma gota de água. Nestas duas barragens estamos a falar de UM MILHÃO E QUINHENTOS MIL CONTOS, a pagar, sem nenhum resultado. TUDO ISTO É BOA GOVERNAÇÃO.

  4. Pabo Costa

    Porque se discute o rácio da dívida e se são ou não são os nossos filhos a pagar as dívidas? Quem vai pagar a divida são os rendimentos de Cabo Verde daqui por 20/30 anos. São investimentos de hoje na infraestruturação do país (estradas, aeroportos, portos, barragens, etc. ) que fomentarão o seu desenvolvimento para a geração de recursos que pagarão essa dívida. Como acham que os países se desenvolvem? É como as empresas e como as famílias (alguém que não seja rico conseguirá ter casa própria sem dívidas?) endividam-se para o seu crescimento e os resultados pagam a dívida.

  5. João Brito

    Se não fosse a demagogia dos governantes e a bazofiaria do 1º ministro J. M. N mentindo aos caboverdianos constantemente, pintando o país de cor rosa, colocando o país num patamar que não tem, nada disso estava a acontecer! infelizmente quem paga, é o zé povinho, não eles que tem um nível de vida Altíssimo.

  6. kagod de poss

    Ainda bem ke ulisses declara imposto zero, assim no catem ke paga ninguem porke nos terra ka meste vive de imposte gracas a porra, ponto final.

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