JMN na hora de bai : “deixo um país mais rico”

15/04/2016 08:10 - Modificado em 15/04/2016 08:10

JMN

O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, disse hoje que deixa um país mais rico, mais democrático e com mais oportunidades, fazendo votos para que a dinâmica de desenvolvimento continue com o novo governo.

“Vamos deixar um outro país, muito mais rico do que aquele que herdamos em 2001, com mais democracia, com mais liberdades, com muito mais economia e com muito mais oportunidades. E por isso sentimo-nos orgulhosos do percurso feito. Cumprimos, trabalhamos até ao limite das nossas capacidades para que Cabo Verde pudesse crescer e desenvolver-se. Só não fizemos o que era impossível fazer”, disse José Maria Neves, que presidiu hoje ao último Conselho de Ministros do seu Governo.

O novo governo de Cabo Verde, saído das eleições de 20 de março que deram a vitória por maioria ao Movimento para a Democracia (MpD), na oposição, toma posse a 22 de abril.

No final, o ainda primeiro-ministro fez para os jornalistas, o balanço dos 15 anos dos seus governos, sublinhando a infraestruturação do arquipélago e o prestígio e credibilidade internacionais alcançado pelo país.

“Temos infraestruturas modernas em quase todos os domínios e grandes investimentos em curso […]. As bases estão lançadas para acelerarmos o ritmo de crescimento económico, para termos uma economia mais inovadora, mais competitiva e geradora de empregos e de trabalho decente, uma economia mais justa e mais inclusiva e, portanto, com mais oportunidades para todos”, disse José Maria Neves.

Socorrendo-se das previsões económicas mais recentes, José Maria Neves apontou para o país um crescimento de 3,3% em 2015 e 2,9% em 2016.

Disse ainda que a dívida pública está estimada em 121% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, mas “está dentro da sustentabilidade”, e que o défice público deve chegar a 4,5% em 2015.

Cabo Verde tem ainda reservas externas de importações para seis meses, acrescentou.

“O país tem estes dados económicos e desejo que o novo governo possa cumprir rigorosamente tudo o que prometeu aos cabo-verdianos, tendo em conta que […] já têm todas as contas feitas. Com essas contas poderão contribuir para o desenvolvimento global de Cabo Verde”, disse.

Como grandes marcos da governação destacou a parceria especial com a União Europeia e o cumprimento de todos os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, a passagem a país de rendimento médio, a classificação de segundo país melhor governado em África, além de uma participação “mais ativa” na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

José Maria Neves vai deixar o Governo de Cabo Verde após 15 anos e três maiorias absolutas consecutivas.

O novo governo será liderado por Ulisses Correia e Silva, antigo presidente da câmara da Praia e ministro das Finanças dos governos do MpD na década de 1990.

Lusa

  1. Como mais rico, se estamos endividados e com alta taxa de desemprego, um crescimento económico muito baixa.

  2. Eduardo Oliveira

    Seja modesto !!!
    Deixa uma capital rica de bandidismo. Com a sua mania de grandezas fez da Praia um Chicago africano. A cidade expandiu-se sem segurança er sem cuidados técnicos. Prevaleceu as favelas e, com o dinheiro brasileiro, quis construir Cidades. Pode considerar-se o Ceaucesco africano. So que o verdadeiro tinha massa e voce… so traça.

  3. jj

    País mais rico, governantes muito mais! e povo? o que dizer. 15 anos a ouvir essas baboseiras deste 1º ministro é de mais. Felizmente Deus existe e …

  4. Silvério Marques

    Mais uma vez o Primeiro Ministro cessante apresenta dados falsos, para justificar a pré falência em que deixa o país. O que é que significa # está dentro da sustentabilidade ” ? Quem irá pagar os 575.000 contos da barragem do Salineiro onde ainda não entraram 50 metros cúbicos de água ? e a de S.Nicolau ? E as dívidas das TACV e da ELECTRA ? e a dívida interna, com dezenas de casos no Tribunal ? e as indemnizações dos terrenos ocupados pelas ZDTI’ S, pelas estradas em Santiago e pelas barragens ? Há que pedir desculpas a este povo que 3 vezes votou PAICV, na base de falsas promessas.

  5. Este jornal tem possibilidades de ocupar um ESPACO no topo da Comunicação Socila caboverdiana mas peca pelo ausência de servidores. Os comentàrios nunca saiem a tempo para alimentar uma troca entre os articulistas e os leitores que aparecem, nada encontram e desanimam.
    Igualmente, a falta de senso na mediação que mais parece uma comissão de censura.
    Ê pena

  6. Eduardo Oliveira

    José Maria deixa uma Cidade da Praia mais rico. Rico pelo que nela investiu e rico em horrores que contribuiu a desenvolver. Investiu como se Praia fosse Cabo Verde inteiro e serà responsàvel pelo desentendimento fraternal que devia promover.
    Deixa um Cabo Verde pobre na Cultura, desmantelado no seu Patrimônio e fica registado, como o o Manuel Inocente, como dois piores inimigos de S.Vicente. Um partido desaparece mas os seus feitos nunca mais serão esquecidos

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