Rui Semedo na hora de bai: “instituição militar não depende de momentos políticos”

13/04/2016 08:18 - Modificado em 13/04/2016 08:18

rui semedoRui Semedo afirma que a preparação das Forças Armadas para a garantia da Segurança do País a curto prazo, é o principal desafio que se coloca à instituição da Defesa Nacional cabo-verdiana.

Na sua visita de despedida ao Centro de Instrução Militar Zeca Santos no Morro Branco, em São Vicente, Rui Semedo, Ministro da Defesa Nacional, em declarações à RCV afirma que a questão de segurança é constante tendo em conta os novos desafios, que muitas vezes são sem face.

“Os inimigos de hoje são outros, muitas vezes com formas de actuar diferentes. Aí acho que há um desafio de preparar as forças armadas para novos desafios, não só as forças armadas bem como as instituições votadas para a defesa e a segurança do País”.

Para se manter a preocupação com a segurança é preciso fazer crescer mais a necessidade para poder cumprir a sua missão. “Há o desafio da qualificação, temos vindo a fazer a formação e qualificação dos recursos humanos na instituição, mas este desafio é um desafio permanente que continuará para sempre e temos um desafio de o País continuar a investir para que a instituição tenha os meios necessários, os recursos necessários para cumprir a sua missão”, salienta o Ministro durante a sua visita ao Centro de Instrução Militar Zeca Santos, no dia em que 438 recrutas começaram a formação rumo a mais um juramento militar da primeira incorporação de 2016.

Rui Semedo diz ser uma grande satisfação e felicidade, o seu momento de despedida coincidir com o início de um recrutamento. É razão de muita satisfação, porque passa claramente a ideia de que todos já tinham, de que a instituição militar não depende de momentos políticos.

“É uma instituição que já fez o seu percurso, já tem a sua vida própria e é cada vez mais republicana e tem cumprido a sua missão com as suas habituais formações, principalmente de homens”. Em forma de despedida, afirmou que durante todo o tempo em que esteve na tutela da pasta, pôde ver todo o investimento no sentido de formar cidadão patrióticos e homens capazes e em condições de estarem não só ao serviço da pátria, em defesa do País mas também ao serviço da garantia da segurança nacional, com um papel importante na segurança interna”.

Apesar de não ser a sua função principal, tem dado um contributo importante para a segurança interna, conclui o Ministro que está no fim do seu mandato.

  1. Silvério Marques

    Mas a instituição militar não deverá ser um sorvedouro de dinheiros públicos. Cada país deverá ter a organização de defesa e segurança que os seus recursos financeiros podem suportar. Um país como a Costa Rica não tem exército tem uma guarda nacional que assegura a defesa nacional, a ordem pública e o combate á criminalidade. A Suiça não tem forças armadas e há muitos mais exemplos. Agora umas forças armadas que têm mais oficiais que sargentos, com generais, etc. Um general deve comandar uma divisão que comporta 5.000 homens. Um tenente coronel deverá comandar um batalhão que compreende 600 homens. E Cabo Verde quantos efectivos temos para tantos oficiais. Esta é a discussão.

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