Familiares não perdem esperança de rever os pescadores à deriva no mar

13/04/2016 07:57 - Modificado em 13/04/2016 07:57

marDepois de oito dias de buscas, a Guarda Costeira suspende as operações de busca dos pescadores que ficaram à deriva numa embarcação de pesca. No bote encontram-se três pescadores, dois irmãos e um primo, todos da localidade de Cruzinha da Garça, Santo Antão. António da Cruz conhecido por Roque é o irmão de Domingos Cruz, Pezin, e estão no barco com o primo, Eugénio Pires, Djen.

Em conversa com a irmã de Pezin, Maria dos Santos da Cruz, a mesma refere de como a família tem lidado com a situação dos familiares à deriva no mar. “A família tem estado muito triste, tem momentos de consolo, mas quando bate a saudade, pensamos no que estarão a passar como fome, sede, frio e aí fica difícil suportar”.

Neste momento difícil, a família vai aguentando com o apoio que tem recebido de familiares e amigos. “As pessoas vão-nos contando de outras histórias que tiveram um bom final, e temos de ficar com a sensação que a qualquer hora podemos ter boas notícias, mas há momentos em que o desespero aperta e é difícil”. A esperança, como enfatiza Maria dos Santos, é que tenham conseguido chegar em segurança a um lugar onde possam ser resgatados e trazidos de volta a casa.

As informações têm sido escassas e a família tem seguido toda a situação pelos meios de comunicação e, como dizem, não tem sido muito. A família, nesta terça-feira, procurou os serviços da Guarda Costeira para ter mais informações sobre os esforços nas buscas, no momento em que as buscas foram suspensas.

Maria dos Santos revela o conteúdo da conversa tida com um agente da Guarda Costeira. Revela que foi dito que todos os meios de busca foram usados nas buscas desde o dia da ocorrência: avião e embarcações para tentar chegar aos pescadores. A parte que mais preocupa os familiares é que não foram encontrados dentro das águas nacionais. A corrente arrastou-os para outros lugares e os protocolos impedem-nos de ir mais longe. Como acção, foram activados os barcos que fazem o percurso no Atlântico com a informação de que há um barco à deriva com três pescadores a bordo. Também foram accionados outros países sobre a situação, como o Brasil e o Senegal.

A esperança da família é que possam ser resgatados por alguma embarcação ou que possam chegar salvos a terra e voltar em segurança a casa.

Dos dois pescadores a bordo, Djen completou 52 anos nesta quarta-feira e o próximo dia 20 de Abril, Pezin completa 54 anos. E o mais velho do grupo tem 57 anos.

  1. ANONIMO

    mais uma irresponsabilidade da agencia marítima e principalmente do capitão dos portos de barlavento. Todos sabem que a guarda costeira não pode estar á frente de busca e salvamento no mar. O barco de busca e salvamento demorou em saír á procura dos três pescadores.

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