Sindicatos não questionam escolhas mas sim organização das pastas e estruturas intermédias do Governo

12/04/2016 09:02 - Modificado em 12/04/2016 09:02
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Júlio Ascensão SilvaAs duas centrais sindicais, em entrevista à RCV, mostraram a própria posição sobre o novo elenco ministerial e a forma como foram distribuídas as pastas. As escolhas do Primeiro-ministro indigitado, Ulisses Correia e Silva, não estão em causa, mas sim como foram organizados os diferentes ministérios.

A dispersão de pastas por vários ministérios é a principal preocupação da UNTC-CS, na voz do seu Secretário-geral, Júlio Ascensão Silva: “na nossa perspectiva, ou seja, do ponto vista sindical, constatámos que as questões do trabalho estão dispersas por vários ministérios. Por exemplo, questões que têm a ver com o emprego e a formação profissional, estágios profissionais, promoção do emprego estão com o Ministério da Economia. Encontramos o trabalho no Ministério da Justiça e a Segurança Social no Ministério da Saúde”.

Para Silva, normalmente, estas pastas costumam estar num único ministério e a sua dispersão poderá criar um risco sob o ponto de vista da coordenação. Os Sindicatos e o Governo vão continuar as negociações, em sede de concertação social, para resolverem várias questões que passaram da administração anterior. E do modo como as pastas foram distribuídas, Silva, acredita que numa reunião, por exemplo, vai ser necessário estarem três ministros. “O nosso reparo com a composição prende-se com a disparidade dos ministérios”.

Por outro lado, a CCSL, congratula-se com a criação do Ministério da Justiça e do Trabalho. Na óptica do presidente da CCS, Manuel Vaz, Ulisses Correia e Silva está a dar um sinal positivo com a preocupação em relação ao trabalho. “O trabalho tem sido o mais sacrificado. Os trabalhadores cabo-verdianos e os funcionários foram espezinhados nos últimos cinco anos”.

Neste sentido, espera que os pendentes dos funcionários públicos cabo-verdianos possam ser resolvidos. Mas a preocupação de Vaz não é com os ministérios, mas sim com as lideranças intermédias. “Devem-se tomar medidas a nível das estruturas intermédias, onde temos grandes problemas a nível dos directores. É aí que se registam todos os problemas”.

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