Homicida de cabeleireira absolvido pelos crimes de VBG

11/04/2016 08:36 - Modificado em 11/04/2016 08:36

Augusto LimaO caso da morte da cabeleireira Maria Francisca Silva morta à facada pelo próprio companheiro na zona de Monte Sossego, em Janeiro de 2014, voltou a ser assunto do Tribunal de São Vicente. Em 2015, o 2º Juízo Crime condenou o arguido Augusto Marcelo Lima, conhecido por “Gusto”, a uma pena de prisão de 23 anos pelo homicídio da ex-companheira. O arguido voltou a ocupar o banco dos réus desta vez acusado da prática de crime de Violência Baseada no Género. Um processo que conduziu à absolvição do arguido uma vez que o Tribunal não conseguiu provar os factos descritos na acusação.

O caso remonta a 2012 quando a ofendida apresentou várias queixas contra o ex-companheiro Augusto Lima acusando-o de roubo e de sucessivas agressões físicas e verbais. Contudo, as queixas contra o companheiro não evitaram a tragédia que culminou na morte da ofendida e na prisão do seu agressor.

Em Janeiro de 2014, ainda a cumprir uma pena suspensa devido a outras queixas apresentadas pela vítima, Augusto terá entrado na residência da ex-companheira que era cabeleireira tendo desferido sete golpes de faca na região do coração e do tórax provocando-lhe a morte. O 2º Juízo Crime condenou o arguido a cumprir uma pena de prisão de 23 anos.

Dois anos após a morte da ofendida, depois de várias queixas contra o agressor, o Tribunal voltou a mexer nos processos que envolve o homicida de Maria Francisca. Em prisão efectiva, Augusto Lima voltou a sentar-se no banco dos réus respondendo pela prática de crime de Violência Baseada no Género isto por conta de sucessivas queixas apresentadas pela vítima antes da tragédia.

Os autos da acusação dão conta que em 2012 e 2013, um ano antes da tragédia, a vítima Maria Francisca Silva terá apresentando diferentes queixas contra o seu ex-companheiro. Por várias vezes, o indivíduo em questão terá agredido a cabeleireira com socos deixando-a com vários hematomas no rosto. A agressão não era apenas física mas também verbal. Para além de lhe roubar dinheiro, ainda lhe roubava as chaves do carro de propriedade do ex-casal.

Contudo, na falta de provas, os factos não ficaram provados pelo Tribunal o que resultou na absolvição do arguido.

  1. Eduardo Oliveira

    Penso que 23 anos para cobro de um homicidio voluntàrio não é suficiente. Quem mata por decisão pessoal não merece piedade e a pena em vigor não é suficiente para dissuadir os cxandidatos a magarefe.

  2. CIGARRA SV

    Quem soltou esse
    criminosos deveria pagar tb pela morte daquela senhora.

  3. jivanilsa Andrade

    As pessoas devem primeiramente saber ler, saber interpretar, depois para fazer certos comentários bizarros, ninguém é justo para julgar ninguém. acho k o arguido já foi julgado e vai pagar. Mas ficar por aí a dizer asneiras nos comentários sem entender bem o k esta escrito é complicado…

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