Dia Mundial da Saúde: “Os diabéticos não têm tido a atenção desejada”

8/04/2016 09:01 - Modificado em 8/04/2016 09:01
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diabetesComemora-se no dia 7 de Abril, a nível internacional, o Dia da Saúde. As diabetes são o ponto-chave da comemoração em 2016. A ADECO associa-se à data falando sobre as diabetes e os “aspectos de extrema importância para o País a nível de saúde e das pessoas que estão a contribuir para o sistema de previdência social”. Neste sentido, a ADECO convidou a Associação de Diabéticos de São Vicente (AD-SV) e a União dos Sindicatos para analisar a situação em Cabo Verde.

Para Ana Brito, Vice-presidente da AD-SV, os diabéticos não têm tido a atenção desejada por parte das autoridades da saúde. “Por exemplo, a associação trabalha com a ajuda dos sócios e com uma mensalidade da Câmara Municipal que nem todos os meses é paga, ou seja, trabalhamos com o que recebemos dos sócios, o que não é quase nada”.

De um estudo realizado, Ana Brito avança que os diabéticos estão em mau controlo. Relativamente à questão da alimentação, um argumento importante na vida de um diabético, a mesma afirma que as pessoas se alimentam do que têm em casa, não importando se é errado ou não certos tipos de alimentos.

A Vice-presidente acrescenta que apesar dos diabéticos receberem uma cesta básica de uma empresa da ilha, ainda sentem necessidades de outros materiais. “Vamos buscar insulina na Delegacia de Saúde e nem todas as vezes está disponível. Dos dados estatísticos de quantos diabéticos há em São Vicente de que não temos acesso, só sabemos daqueles que estão inscritos na associação, o que dificulta o nosso trabalho”.

Sobre os diabéticos na ilha, para Ana Brito, o número de casos tem aumentado com o aparecimento de mais casos em crianças, adolescentes e jovens.

Saúde e INPS

Sobre a relação INPS e doentes, Eduardo Fortes, da União dos Sindicatos afirma que o País está numa situação “extremamente complicada”.

“Temos reparado que por divergência ou qualquer outro motivo há um impasse, algo que não está a correr bem entre o INPS e o Ministério da Saúde, porque o trabalhador que precisa de um exame complementar de diagnóstico como por exemplo uma TAC, um Raio X, uma ecografia e se o hospital não tiver esses serviços tem de recorrer ao sector privado da saúde”.

E ao recorrer ao sistema privado de saúde, o “INPS não lhe cobre as despesas, não lhe paga a despesa desse tratamento”. Este líder sindical considera que não é justo e isso representa um comportamento abusivo do INPS pois, um trabalhador está a contribuir com o seu rendimento mas quando se encontra numa situação de doença e precisa de exames complementares, tem de tirar do seu bolso. Isto para os que estão no regime contributivo”.

A atenção de Eduardo Fortes volta-se também para os que estão no regime não contributivo. “Uma pessoa que não tem garantias de prestações soca porque não desconta para o INPS e, em situação de doença, como é que vai ser? Terá de ir ao hospital e terá de pagar uma taxa moderadora e sem esse dinheiro, é remetida para um tratamento e para sair do hospital tem de pagar. As autoridades têm de rever esta situação”, afirma.

Num apelo do Presidente da ADECO, António Pedro Silva, no dia Mundial da Saúde, “todos podem fazer algo para poder melhorar a situação em Cabo Verde, mas tem de ser em trabalho de equipa”.

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