Cabo Verde quer conhecer perfil de agressores sexuais de menores

6/04/2016 09:19 - Modificado em 6/04/2016 09:19
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agressãoCabo Verde quer conhecer o perfil dos agressores sexuais de menores no País. Um protocolo assinado entre a Comissão Nacional para os Direitos Humanos e Cidadania (CNDHC) e a Direcção-Geral de Gestão Prisional e Integração Social, vai permitir a realização de um estudo para chegar ao perfil e, assim, conseguir trabalhar na prevenção.

A questão do abuso de menores em Cabo Verde está a ser uma preocupação para as autoridades do País. Como escreve a RTP Notícias nos últimos anos as denúncias quadruplicaram. Dos resultados parciais apontados pela agência de notícias, “as vítimas são na sua maioria do sexo feminino (95 por cento dos casos atendidos no ICCA), menores de 12 anos (53 por cento) e procedentes de seis ilhas (54 por cento). A ilha de Santiago lidera o número de denúncias e existe tendências de aumento nas ilhas do Fogo, Sal, São Vicente e Santo Antão”.

A questão dos abusos sexuais de menores tem tido também a atenção dos órgãos da comunicação social que nos últimos tempos têm denunciado casos de abusos sexuais envolvendo menores.

Como explica a Presidente da CNDHC, Zelinda Cohen, o estudo será importante para se poder trabalhar na prevenção. “Com o resultado, pretende-se ter exactamente maiores elementos para preparar a prevenção do abuso sexual em Cabo Verde. O fenómeno tem de ser conhecido para que possamos ter políticas mais acertadas no sentido preventivo”.

O estudo será levado a cabo por uma psicóloga, uma socióloga e uma jurista e terá como alvo todas as cadeias do País. O prazo de execução do estudo é de seis meses.

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