Presidenciais: JMN mantém o tabu

6/04/2016 09:16 - Modificado em 6/04/2016 09:16

jmn5José Maria Neves mantém o tabu à volta da sua candidatura à Presidência da República. E isto porque não admitiu claramente se é ou não candidato às presidenciais. No programa “discurso directo” da RCV por um lado garante que “por ora não tem outras intenções políticas.

É tempo de, diz o Primeiro-ministro cessante, regressar à base, isto é, à a Universidade de Cabo Verde, onde integra o quadro de docentes desde a década de 90”. Com esta declaração, parece ir no sentido do que tinha prometido quando conseguiu a terceira maioria absoluta: “dedicar-se ao ensino e ir fazer um doutoramento”. Mas não define no tempo e no espaço a afirmação “por ora”. É quanto tempo? Até o PAICV indicar o candidato que vai apoiar? Por ora é tempo de ir fazer o doutoramento? Por ora termina daqui a cinco anos? Não ficou claro. E JMN não quis clarificar quando questionado se é candidato. “Não estou a admitir nem a deixar de admitir. Eu não tenho de falar, não tenho possibilidade de falar agora das presidenciais”.

Mas se já decidiu “obter uma bolsa para continuar a formação, eventualmente um doutoramento, e qualificar-me para dar aulas e fazer consultorias”, porque não assume que não é candidato? O tabu continua!

  1. Andrea Fortes

    Não é preciso ser analista político pois qualquer pessoa com um mínimo de inteligência e curiosidade política, pode concluir que JMN, graças a Janira ficou totalmente destruído como possível candidato à presidência da República. Aliás para ele uma missão impossível competir com um dinossauro político com a estatura de Carlos Fonseca que decerto não deixara de se candidatar quanto mais neste momento propício para tal.
    Também para as autárquicas, principalmente as pessoas indecisas, não gostam de votar nos vencidos e como é lógico neste caso tal tentativa e com o gosto amargo e fresco da derrota, concorrer é apenas uma questão de formalidade e demonstração de fidelidade para com os seus eleitores.
    Por agora resta apenas suportar esta travessia no deserto que faz parte da alternância numa verdadeira democracia.

  2. Fernando Fortes

    Já não há tabu.
    Só resta ao Zé pegar nos livros e ir estudar.
    Tão cedo o povo não esquecerá dele e terá o mesmo destino que o seu camarada Inocêncio.

  3. Fernando Fortes

    Já não há tabu.
    Só resta ao Zé pegar nos livros e ir estudar.
    Tão cedo o povo não esquecerá dele e terá o mesmo destino que o seu camarada Inocêncio.
    Na UNI-CV, o Zé não pode ser regente de cadeira,terá que ir fazer mestrado e depois doutorar-se.
    Nem o JCF, ainda doutorou-se

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