“fuzileiros” da desova de contentores: usar os músculos para sobreviver

29/08/2012 01:42 - Modificado em 29/08/2012 01:42

Algumas casas comerciais que podem pagar quinhentos escudos já que os “fuzileiros”, nome atribuídos aos jovens que fazem as “desovas”, só tem a tarefa de tirar as mercadorias do contentor.

 

A falta de emprego no seio dos jovens é uma realidade em São Vicente. Com poucas oportunidades os jovens vão sobrevivendo com o que vai surgindo. Com poucas expectativas, e nem sempre as melhores qualificações ,o segredo é o usar o que têm de melhor, a sua força física. E para usar essa força muitos oferecem os músculos nas casas comercias e de importação para trabalharem na “desova” de contentores. Um trabalho cansativo que requer músculos e que nem sempre é bem remunerado .Mas é um meio onde muitos jovens buscam o seu dia-a-dia.

Claro que não é o que muitos desejavam estar a fazer ,mas o dinheiro ganho dá para passar de um dia para outro. Em cada “desova” ganha-se cerca de oitocentos escudos. Dependendo de algumas casas comerciais que podem pagar quinhentos escudos já que os “fuzileiros”, nome atribuídos aos jovens que fazem as “desovas”, só tem a tarefa de tirar as mercadorias do contentor enquanto a casa comercial cuida da arrumação.

Jeremy Santos já faz as contas a vida e diz que o dinheiro é bom ,já que serve para “escapar”. Nesta mesma perspectiva Nuno dá-se por satisfeito quando aparece um dia de trabalho já que pode ir para a casa contente com um dia ganho. E muitas vezes para ficar mais contente tem que trabalhar num ou mais contentor para “o dinheiro poder render”.

Um dia pode ser bem produtivo,outro pode ser improdutivo, já que nem sempre tem trabalho e nem todas as vezes se pode ser escolhido para trabalhar, visto que são as empresas que escolhem os ” fuzileiros” do dia. E por isso ir para o trabalho não quer dizer que se vai trabalhar. E com o número cada vez mais de pessoas a buscar o seu dia fica cada vez mais difícil.

Vários jovens esperam ‘como sempre ,que as coisas possam mudar e que apareça mais trabalho e opções para que cada vez possam ter “uma vida muito melhor”. Até lá ser “fuzileiro da desova ” é uma saída ,visto que saco vazio não fica de pé.

  1. povo

    Fuzileiros mas sempre ta tra um boca… Nha carga perdi uns kilos na ces mo.

  2. SN

    Ivanildo devias utilizar um outro termo e não “meras pessoas”, pq são jovens honestas e pessoas como tu, ou oxalá, e assim tbém como os fuzileiros..

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