Reabertura do serviço de mamografia no Hospital Baptista de Sousa

1/04/2016 08:40 - Modificado em 1/04/2016 08:40

mamografiaEm parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, do Rotary Club do Mindelo e de outros parceiros, o HBS reabre o seu serviço de mamografia, num acto presidido pela Ministra da Saúde, Cristina Fontes Lima.

Num acto simbólico de reabertura do serviço de mamografia do Hospital Baptista de Sousa, Sandra Vasconcelos, Directora do HBS congratulou-se com a reabertura do serviço, avançando que a prevenção e o diagnóstico precoce do cancro da mama têm sido uma preocupação do Conselho de Administração do hospital.

“A prevenção e o diagnóstico precoce do cancro da mama tem sido uma preocupação do Conselho de Administração do Hospital Baptista de Sousa pelo que agradecemos a Fundação Calouste Gulbenkian, o Rotary Club do Mindelo bem como outros parceiros que, no anonimato, contribuíram para que esta causa fosse possível de concretizar”.

Por seu lado, Cristina Fontes Lima afirmou que não podia terminar da melhor forma esta missão com muito prazer que um dos últimos actos como Ministra da Saúde seja garantir a reabertura deste serviço.

Lima disse ainda que pretendeu fazer este serviço mais cedo mas, “infelizmente, as intenções nem sempre são acompanhadas pelos nossos meios”, realçando o grande esforço feito na concretização deste projecto”.

Relembra que há cinco anos o País contava com vacinas grátis. “A UNICEF fornecia as vacinas e no momento em que somos um País de rendimento médio, temos de comprar as vacinas e, às vezes, temos de fazer a opção de comprar vacinas ou equipamentos e, muitas vezes, a escolha recai sobre as vacinas”, esclarece afirmando ser esta uma das causas para a compra do mamógrafo.

Para Lima, “não estamos preocupados em adquirir apenas o mamógrafo, porque ele isolado não faz a luta contra o cancro e o cancro da mama em específico”.

Contudo, realça o facto da criação de serviço de anatomia patológica, de criar condições para o rastreio, sendo que tudo isso está, segundo avançou, num pacote a ser concretizado.

A ideia, conforme Cristina Lima, é começar em Abril o rastreio de pessoas, que é um projecto-piloto, que faz parte de um protocolo com a Fundação Calouste Gulbenkian, mas futuramente rastrear mulheres todos os anos nomeadamente para despistagem do colo do útero e da mama. “Não temos dados da sua prevalência mas, em termos de mortalidade, sabemos que aparece como a segunda maior causa de morte”.

“Não poderia terminar da melhor forma esta missão assumida com honra, o facto servir dentro das minhas possibilidades, este país. Saio com a consciência tranquila, fizemos o que podíamos no limite dos financiamentos, conseguimos gerir o pouco que tínhamos de forma eficiente e a saúde deixa uma estratégia de financiamento onde conseguiu reduzir gastos”, concluiu.

  1. telmo

    O problema da Ministra é que ela é irresponsável . Quando visitou o Hospital pela primeira vez enquanto Governante disse que o dinheiro não era problema! Agora vem dizer que ás vezes tem que decicidir se se compra as vacinas ou equipamentos, para uma pessoa que faz afirmação que fez ,ela deveria estar sempre na posse de dinheiro para compra tanto dos equipamentos como das vacinas!!! Ela parece uma doente mentirosa!!

  2. Carlos Fortes

    País de megalomanos e ignorantes armados em sabichões. Um País que leva quatro anos para conseguir um aparelho mamografo com pretensões de ter Universidade de Medicina.

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