UCID: “As pessoas não votaram de forma livre”

1/04/2016 08:34 - Modificado em 1/04/2016 08:34

UCID

Para a UCID, depois de 40 anos de independência nacional e 25 de democracia, “infelizmente, a maior parte dos eleitores cabo-verdianos ainda não expressa de forma livre o seu voto”. Constatação do Presidente da UCID em São Vicente, João Luís. Isto na sequência do balanço das eleições de 20 Março por parte da UCID.

Para Luís, os adversários políticos durante as campanhas e no dia das eleições utilizaram toda a manobra possível contra a UCID. “Desde a desinformação da nossa candidatura, até à perseguição da nossa candidatura, sem falar da compra descarada de votos”.

João Luís acrescenta que “é o povo quem mais ordena mas entendemos que a maior parte não vota de forma livre”. Temos provas concretas que podemos exibir em qualquer momento e que a maior parte da população não votou de forma livre por causa da intervenção antidemocrática de partidos em São Vicente”.

A actuação da CNE também esteve sob as críticas da UCID. Para o partido, os trabalhos da comissão foram mal organizados e vão desde a “gritante” falta de transparência da composição das mesas, até à formação dos membros, à distribuição de equipamentos, de refeições aos membros das mesas. E refere ainda o caso de mesas que abriram depois da hora marcada.

“A falta de rigor na fiscalização das assembleias de voto por parte da CNE veio ao de cima, chegando ao ponto de se encontrar dentro do recinto das escolas onde funcionavam as assembleias de voto, pessoas que nada faziam no local, senão a boca de urna habitual que acontece em todas as eleições no País e São Vicente não foge à regra.

UCID e a eleição dos deputados

A UCID mostra-se insatisfeita da forma como são eleitos os deputados. Avança que vai sugerir uma revisão no código eleitoral. Para a UCID, as legislativas são eleições nacionais e, por isso, não se podem eleger deputados por círculos. Para mudar a situação há de haver uma revisão no código eleitoral assim como na constituição.

O partido, como revela João Luís, já tem uma proposta mas reconhece que é necessário o engajamento dos outros partidos políticos. Para a UCID, a ideia é que à semelhança do que acontece para as eleições presidências, onde o País é visto como um único circulo eleitoral, nas legislativas, a ilha deverá ser vista desta mesma forma.

“Não há lógica porque o deputado, independentemente do círculo, tem acção a nível nacional . Os círculos servem apenas para indicação”, sustenta. Neste sentido, diz que vão lutar para que esta situação seja ultrapassada. Se este método já tinha sido utilizado, avança que o partido teria conseguido cinco deputados em vez dos três conseguidos.

  1. UCIDISTA

    DEVEMOS ARRUMAR A NOSSA CASA PRIMEIRO ANTES DE FALARMOS EM DEMOCRACIA, TRANSPARENCIA E OUTRAS COISAS MAIS. FOI SOMENTE UM CONCELHO.

  2. A Ucid reclama reclama, com a barriga cheia pelo menos aqui em S.Vicente sendo o 2º partido mais votado onde ganhou mais 1 deputado e 2ª força politica na Ilha. Em relação as outras ilhas devia dar mão à palmatória, porque não soube tirar proveito, tendo em conta que, há que fazer em 1º lugar os trabalhos de casa com antecedência, isto porque nas vésperas das eleições veio apresentar candidatos a torto e a direito.

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