Cabo Verde precisa de mudar a forma de jogar se ainda quiser a qualificação para o CAN 2017

31/03/2016 08:26 - Modificado em 31/03/2016 08:26
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tubaroes azuis“Se a equipa de Lúcio Antunes tinha diversão e espontaneidade, jogava e surpreendeu no CAN 2013. A equipa de Rui Águas era mais concentrada, mais competitiva, fruto do efeito surpresa que Cabo Verde já não era capaz, esta equipa perde claramente em termos de competitividade, não há ritmo de jogo, não há espontaneidade”. A afirmação é do colaborador desportivo António Pedro Silva, que acredita que existem problemas no forro da selecção nacional e é preciso o entrosamento de todos para dar a volta ao actual cenário.

Durante o programa opinião pública da RCV, o colaborador desportivo fez uma análise dos dois últimos jogos da selecção nacional frente a Marrocos, bem como a sua actual situação no apuramento para o Gabão 2017.

As duas derrotas frente a Marrocos quase ditaram a eliminação da selecção nacional da prova, entretanto, apesar de complicada ainda pode haver esperança de qualificação, já que existe a oportunidade de preencher uma das duas vagas reservadas para os dois melhores segundo classificados de todos os grupos.

Cabo Verde detém seis pontos tendo outros concorrentes em segundo lugar, oito e sete pontos cada, quando faltam duas jornadas por disputar.

António Pedro da Silva afirma que, independentemente das duas últimas jornadas, Cabo Verde tem grandes dificuldades para se qualificar como segundo classificado, “devido ao pormenor do regulamento da CAF, que prejudica Cabo Verde, uma vez que os pontos conseguidos com o último classificado não contam. Isso quer dizer que Cabo Verde vencendo os dois jogos fica com doze pontos, mas os pontos que conseguir com o último classificado já não contam para esse desempate que fica pelo caminho”.

Acredita que ainda existe o mínimo ensejo, mas existe esta possibilidade de ficar de fora. “É diferente se o segundo terá pontuado com o primeiro. E Cabo Verde não pontuou com o primeiro classificado”. Para Pedro da Silva seria natural vencer o jogo no Shark Arena e perder em Marraquexe.

Camarões e Benim 8 pontos, Tunísia, Togo, República Centro Africana, Uganda Burkina Faso, Guiné-Bissau, Egipto e Mauritânia todos com sete pontos cada são as equipas que estão mais bem posicionadas para discutir as duas vagas de acesso ao CAN 2017.

Sobre a prestação da selecção nacional o colaborador desportivo considera que Cabo Verde “está a perder o elo que tinha conseguido antes e não será pela arbitragem”. Diz ainda que se, “a equipa de Lúcio Antunes tinha diversão, espontaneidade, jogava e que surpreendeu no CAN 2013, a equipa de Rui Águas era mais concentrada, mais competitiva, fruto do efeito surpresa que Cabo Verde já não era, esta equipa perde claramente em termos de competitividade, não há ritmo de jogo, não espontaneidade, os jogadores não deixaram de jogar de um dia para outro, há problemas que estão a influenciar este tipo de actuação é preciso um tipo de introspecção de todos os cabo-verdianos, dos dirigentes, da federação, do staff técnico, dos jogadores no sentido de dar a volta a este contexto”.

Cabo verde volta a jogar no próximo mês de Julho com São Tomé e recebe a Líbia em Setembro.

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