Pais de criança que nasceu com paralisia cerebral acusam o HBS de extraviar exames do filho

31/03/2016 08:08 - Modificado em 31/03/2016 08:08

hospital_baptista_sousa_maiorUm jovem casal residente na cidade da Praia, acusa o Hospital Baptista de Sousa em São Vicente de extraviar os exames realizados ao filho renascido. Neidine Simone e Yanick Fortes requereram os exames e foi-lhes dito que não existe qualquer registo de entrada da gestante e muito menos do filho.

A 27 de Dezembro de 2015, Neidine Simone, de 23 anos, natural de Santo Antão e residente na Cidade da Praia dava à luz o seu primeiro filho no Hospital Baptista de Sousa. Segundo Neidine, o parto foi complicado, pois foram mais de doze horas para ver o filho nascer.

Após o parto, Neidine recebeu a infeliz notícia de que o filho sofreu convulsões e teria nascido com falta de oxigénio no cérebro, situação que possivelmente poderia dificultar o desenvolvimento do filho.

O renascido foi submetido a vários exames do sangue, ecografias, raios x. Contudo, a mãe do bebé afirma que apesar do filho ter permanecido durante duas semanas na incubadora, os médicos apenas se limitavam a dizer que o estado da criança era estável mas nunca explicavam de forma clara a doença do filho.

Após regressar à cidade da Praia, local de residência do casal, e após dois meses do nascimento, ao renascido foi diagnosticada uma paralisia cerebral. Daí que o casal teve de recorrer ao Google para saber o significado da palavra encefalopatia hepática – perturbação pela qual a função do cérebro se deteriora devido a altas quantidades de substâncias tóxicas presentes no sangue.

No entanto, o casal regressou à capital sem os exames realizados no Hospital Baptista de Sousa, pois o hospital extraviou-os e nega qualquer registo da entrada da gestante. O jovem casal acusa o hospital de negligência porque o trabalho de parto foi moroso o que poderá ter complicado a saúde do filho.

De acordo com os denunciantes, o HBS prometeu instalar um inquérito para averiguar a situação mas, até agora, não obtiveram qualquer informação por parte da unidade hospitalar. O NN contactou o HBS, mas até ao fecho desta edição, como já é habitual, não respondeu às solicitações deste online. Tentámos ainda conversar com a pediatra Odeth Sanches que acompanhou a paciente no HAN, mas sem sucesso

Três vezes por semana, os pais da criança, residentes em Palmarejo, deslocam-se ao Hospital Agostinho Neto onde o filho está a ser acompanhado pela pediatra, terapeuta e um neurologista.

  1. Zé Brito

    Espero que não venham dizer que foi o Nando que fez o parto….

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