Jorge Santos e João Gomes perfilam-se para presidente da Assembleia Nacional

28/03/2016 08:07 - Modificado em 28/03/2016 09:20

parlamentoJorge Santos e João Gomes são nomes que estão posicionados para assumirem o cargo de presidente da Assembleia Nacional. Isto se o MpD mantiver a ideia de uma distribuição regional do poder, onde no governo está uma figura de Santiago e no Parlamento deve estar uma figura do Norte.

Neste contexto os nomes de Jorge Santos e João Gomes surgem com naturalidade como candidatos, pela trajectória política e sobretudo pelo seu contributo na vitória do MpD no dia 20 de Março. Neste páreo Jorge Santos parece levar vantagem pela sua trajectória política, pelo seu peso dentro do MpD, que foi presidente. Em relação ao desempenho eleitoral é evidente que a vitória de Gomes em São Vivente é mais expressiva e mais influente. Mas não parece que este se oporia, nessas condições, a escolha de Jorge Santos para o cargo. A oposição de um e de outro surgiria se aparecesse outro candidato do Norte.

Ainda não apareceu, mas o jornal a Semana fala no nome de Rui Figueiredo. O NN sabe que o ex.ministro de Carlos Veiga, teria forte oposição dos sectores do MpD de São Vicente e Santo Antão para ser o homem do Norte na presidência da AN. Não pela preparação que Figueiredo tem ou não para o cargo, mas sim pelo seu desempenho político nos últimos tempos. A sua entrada na lista do MpD não foi pacífica, primeiro porque era a cara das duas últimas derrotas sofridas na ilha, depois porque em termos de notoriedade as sondagens mostravam que não passava de um ilustre desconhecido. O seu desempenho na campanha não ajudou a mudar essa imagem. É certo que subiu ao palco, mas no papel que uma vaquinha tem no presépio do menino Jesus. E falou apenas em dois comícios. É com base neste histórico que o nome de Figueiredo não é bem visto para o cargo, porque consideram que não fez nada para o merecer, pese reconhecerem que tem atributos e competências para o exercer.

Mas existem dirigentes do MpD que defendem que a escolha do presidente da AN deve ser feita pelo grupo parlamentar sem a condicionante distribuição regional do poder, onde no governo está uma figura de Santiago e no Parlamento deve estar uma figura do Norte. Será que o MpD já aprendeu que os erros do passado devem ser o estágio para a perfeição?

  1. Nota 0 pa nós médias

    Porque não deixam quem venceu as eleições constituir o seu governo normalmente sem os vossos palpites “tendencialistas”? As pessoas devem ser valorizadas pelas suas competências e não pela ilha ou região a que pertencem. Porquê é que, obrigatoriamente, o parlamento tem de ter a frente uma figura do norte? E porquê que, a ser do norte, teria que, obrigatoriamente, ser de S. Vicente? Paciência. Aprendam a fazer jornalismos de uma forma imparcial e isenta. Agora todos (imprensa) vêm dar palpites e apontar nomes para o governo. Aja saco. Deixem quem tem competência para decidir tomar a decisão que, consensualmente, tomarem e deixem de atrevimentos.

  2. Johnny

    Mas não nada de novo aqui. Os presidentes da AN Sempre foram gente do Norte: Espírito Santo, AR. Lima, Basílio.

  3. Fernando Fortes

    O Rui é uma mais valia,para o MPD,para o debate parlamentar e para a elevação da ética, na casa parlamentar.

    O João Gomes apesar de jurista,não tem experiência parlamentar e o Jorge Deus nos livre, seria pior que o Basílio.

    É preciso dar nível e estatuto ao nosso parlamento.

    O Jorge nem ministro devia ser,é tosco, sem ofensa.

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