E depois das eleições, quem vai limpar a cidade?

22/03/2016 07:50 - Modificado em 22/03/2016 08:09

DCIM100MEDIA

As eleições já terminaram, os votos foram contados, os deputados eleitos. Agora, ficam as marcas da campanha eleitoral. Os cartazes nas paredes são os lembretes do clima eleitoral que já passou, por agora, visto que ainda este ano teremos mais duas campanhas eleitorais.

A colagem de cartazes tem sido uma das estratégias usadas pelos partidos para informar o eleitorado das caras da candidatura. Técnica já muito usada, mas um quanto criticada pelas pessoas, pela forma como deixa as paredes depois das eleições. Além de serem aplicados nas paredes, os cartazes são vandalizados o que cria uma paisagem não muito agradável.

A vandalização dos cartazes não é exclusivo de um único partido, mas todos tiveram pontos onde os seus cartazes foram rasgados.

As críticas sobre esta forma de campanha é a maneira como os cartazes cobrem toda a paisagem urbanística. “Acho que a colagem de cartazes deve ser repensada porque deixa as zonas desfiguradas e feias”, afirma Manuel Duarte. Outro problema apontado é o facto das eleições passarem e os cartazes ficarem.

A estratégia da colagem de cartazes é antiga e a insatisfação também. “Nunca gostei muito da questão dos cartazes por causa do aspecto em que deixam a cidade”, desabafa Rui Lima. Para este cidadão, a cidade fica desfigurada e mesmo depois das eleições todos os materiais de campanha ficam nas paredes “como um forte lembrete”.

A esta linha de pensamento de Rui junta-se Gerson Neves que diz que as eleições passam mas os cartazes continuam nas paredes e que além do mau aspecto que deixam, não existe uma preocupação para retirá-los, “o que deixa a cidade muito feia”.

Apesar das críticas, todos concordam que as pessoas têm de ver os candidatos e saber quem são. Suzi Lima sugere como solução panfletos e flyers com as caras dos candidatos, o que normalmente acontece. E inova ao dizer que poderiam ser criados espaços próprios nas zonas onde cada partido pudesse colocar o próprio cartaz que, no fim da campanha, poderia ser retirado. Acrescenta à lista de soluções os outdoors que poderiam ser mais usados para apresentar a cara dos candidatos ao povo.

Estas sugestões são uma forma do eleitorado poder conhecer os candidatos sem pôr em causa o aspecto e a beleza da cidade. Com a vandalização e a deterioração dos mesmos e com as marcas do tempo, cria-se um sentimento de que servem apenas para desfigurar a cidade e que depois das eleições são esquecidos por aqueles que os mandaram colocar.

E é normal ver ainda nalguns lugares cartazes de eleições já realizadas.

“Pelo menos têm respeitado as casas das pessoas e não têm colado cartazes nas paredes alheias sem autorização, o que aconteceu muitas vezes no passado”, afirma Filomena Delgado. Esta é a parte positiva desta eleição no que se refere aos cartazes diz Filomena, que já viu muitas vezes a sua casa com cartazes colados o que não a deixou muito satisfeita. A esta, juntam-se as vozes das pessoas que esperam que nas próximas eleições que se realizarão ainda este ano, possa haver uma preocupação com o aspecto físico da cidade.

  1. Também sou contra colocação de cartazes tendo em conta que os paredes ficam marcadas por muito tempo, e há que mudar este panorama. Para isso sugero que os partidos deveriam obtar na colocação de outdoors em espaços próprios e seriam menos custosos do que duplicação em séries de formatos menores e diminuiam os custos.

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