Encerramento da campanha do MPD recheado de promessas

18/03/2016 10:06 - Modificado em 18/03/2016 14:20
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O Movimento para a Democracia encerrou ,esta quinta-feira,a campanha  em São Vicente  com um comício-festa na Rua de Lisboa com a presença do candidato a primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, que fez um discurso centrado em São Vicente e nos problemas que a ilha tem enfrentado nos últimos anos.

Para o líder do partido ventoinha, o partido encontra-se no caminho certo para a vitória no domingo, e espera ter o contributo de São Vicente para efectuar a  mudança em Cabo Verde, reafirmando os compromissos que têm para a ilha do Monte Cara.

Antes de fazer as suas reafirmações para com a ilha, UCS falou sobre o alegado financiamento  da União Europeia ao porto de águas profundas para São Vicente, e segundo Correia e Silva foi-lhe enviada uma nota da UE a desmentir o financiamento garantido por Manuel Inocêncio.

E também relembrou a população sobre a TACV e de um primeiro-ministro, que face aos problemas da companhia continua a afirmar que tudo está dentro da normalidade.

Para São Vicente, Ulisses Correia e Silva reafirma o seu compromisso com  a regionalização, com um governo regional com poder de decisão, com competência, recursos e pessoas competentes e capazes de governar a ilha. “Com autonomia, mas garantindo a unidade nacional, com metas definidas e no final apresentar contas”, esclarece.

Promete fazer da economia de São Vicente, uma economia forte dinâmica e competitiva, no turismo, na indústria, na gestão de transportes marítimos e portuários, na pesca e cultura. “São Vicente precisa de um governo que aposte nele e que crie condições, que estimule e que faça com que a ilha  avance”.

Criar um bom ambiente de negócios, com menos impostos, taxa zero para os pequenos negócios, criar uma grande dinâmica empresarial na ilha é a proposta do MPD para fazer com que a economia da ilha seja  alavanca, porque segundo UCS, é com menos impostos que se consegue atrair mais investimentos e criar mais empregos e rendimentos para as famílias.

A nível cultural anunciou transformar Mindelo numa grande cidade cultural, num símbolo da força da cultura cabo-verdiana. Mas para que tal aconteça é preciso criar infra-estruturas necessárias, como museus, salas de espectáculo, espaços para artesanato entre outros.

Promete também reduzir a pobreza e não fazer a sua gestão, com  a criação de um rendimento de inclusão, sendo 50% do salário mínimo nacional dirigido as famílias mais pobres.

Requalificação de bairros e de habitações, resolver os problemas das casas de lata para dar dignidade as famílias que vivem em situações precárias, com reforços e de forma diferente do actual governo, sublinhou.

Reafirmou ainda o seu compromisso com a educação de forma a promover uma educação de qualidade, com ensino obrigatório e gratuito até 12º, com 8 anos de inglês e francês, domínio tecnológico e ciência. “Um nível de formação igual de qualquer jovem a nível mundial”.

“Quando não se  tem objectivo, não se sabe qual o futuro do país. É preciso dar resposta ao desemprego, a pobreza, educação, saúde com parceria com governo central para o desenvolvimento de São Vicente”.

Compromete-se também a manter uma forte parceria com a Câmara Municipal de forma a procurar investimentos para São Vicente nas diversas áreas.

Vai ainda disponibilizar e transformar a taxa turística em taxa municipal, e participação na taxa de rodoviária para manutenção de estradas. Acredita que é assim que se cria condições para financiar o desenvolvimento da ilha e de Cabo Verde.

E no primeiro ano de governo eliminar a taxa de IVA sobre investimentos municipais.

Pretende fazer uma governação parceira e promotora do desenvolvimento, com diálogo permanente com a sociedade, esperando que a sociedade avalie o seu trabalho.

comicio mpd

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