PCA dos TACV fala de despedimentos, resta saber o que o próximo governo pensa disso

10/03/2016 08:00 - Modificado em 10/03/2016 08:00
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tacv2O presidente do Conselho de Administração da  TACV defende em entrevista a Lusa que a reestruturação em curso na empresa implica redução de pessoal, estimando em mais de uma centena os postos de trabalho a cortar. E explicou que essa redução poderá ser conseguida através de reformas antecipadas, reformas, rescisões amigáveis e, em último recurso, despedimentos.

Mas como disse o primeiro – ministro o problema da reestruturação e sua privatização já é da competência do novo governo saído das eleições de 20 Março . Se for um governo suportado pelo PAICV pode ser que haja continuidade nessa política. Mas caso seja o MpD é certo que João Pereira irá cantar para outra freguesia . Mas até lá o PCA da TACV vai falando de uma reestruturação que não foi possível fazer em 15 anos. Uma reestruturação que no seu entender entra em linha de conta com todos os custos, incluindo o de pessoal. Um dia ou outro haveríamos de chegar ao pessoal”, .Reafirma que desde 2013 é sabido que a empresa precisa de reduzir mais de uma centena de postos de trabalho.

“É à volta disso. Não posso dizer se é 120 se é 110. Se se conseguir reduzir os números de pessoal navegante, o total diminui, porque ganham mais, mas isso é mais complicado”, afirmou, considerando mais fácil cortar na área administrativa, direção financeira ou venda de bilhetes.

Segundo João Pereira da Silva, os vencimentos na empresa variam entre os 30 mil escudos e os 300 mil escudos por mês, sendo que a recente saída dos trabalhadores do ‘handling’ praticamente não alterou a estrutura de custos com pessoal.

“Estamos a falar em reformas antecipadas e reformas. Temos 22 contratos assinados de reformas antecipadas e vamos continuar”, disse.

O PCA acrescentou que é a TACV que está a pagar as reformas antecipadas e que a redução dos custos com pessoal deverá passar por conseguir que o Estado assuma este pagamento, bem como as compensações nos casos de rescisão amigável.

Resta saber o que o próximo governo tem a dizer sobre isso.

Fonte Lusa

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