O negócio à volta da campanha eleitoral: jovens vendem pastéis, bolos e croquetes

7/03/2016 08:25 - Modificado em 7/03/2016 08:25

pastelMuitas  mulheres jovens e chefes de família, aproveitam a oportunidade dos comícios para fazerem o seu negócio e ganhar o pão de cada dia. E até vendem pastéis. Muitos para  ajudar ganhar mais algum dinheiro.

No âmbito do debate televisivo emitido pela TCV no decorrer das legislativas 2016, António Monteiro, o candidato da UCID, reconheceu que a forma de fazer campanha eleitoral no País leva a “gastar um balúrdio de dinheiro”.

Durante as actividades dos comícios, jovens e mulheres chefes de família aproveitam a oportunidade para se deslocarem aos locais onde se realizam os discursos políticos.

Não  apenas para ouvirem as propostas dos partidos mas, sobretudo, para colocarem os seus “balaios” com diversos produtos à venda com doces, salgados e até bebidas alcoólicas.

Para muitas dessas mulheres entrevistadas pelo NN, esta é a única oportunidade de ganharem o pão de cada dia e levarem a panela ao lume. Questionada sobre o assunto, Maria Helena que é mãe de cinco filhos menores responde que apesar de trabalhar como empregada doméstica, em todas as épocas eleitorais, vê nos comícios uma oportunidade de fazer render o seu orçamento, pois o seu salário não passa dos dez mil escudos.

Agarrada uma ideia  da candidata do PAICV,  que gerou muita polémica, a jovem Liliana não deixa escapar a oportunidade de vender  pastéis, croquetes. O seu negócio à volta da campanha eleitoral

Mãe, solteira de 24 anos, mostra-se desacreditada nos políticos e no Governo actual. É a primeira vez que vai exercer o direito de voto e diz não se sentir entusiasmada. Incrédula na resolução do problema dos jovens, a entrevistada acrescenta que “os jovens são esquecidos durante todo o ano e para benefício próprio, os políticos dão conta que também precisam dos jovens nas eleições”.

O desemprego não tem afectado apenas as mulheres, embora representam a maioria. Rogério Gonçalves faz parte do rolo  dos desempregados e optou por vender bolos confeccionados pela mãe. O mesmo explica que a mãe é vendedeira num dos liceus de São Vicente e que durante a noite como não tem nada para fazer, resolveu ajudar a mãe na venda durante os comícios.

Questionado sobre o negócio, “Ródjer” afirma que desde o início dos comícios não levou bolos para casa, pois conseguiu vendê-los e “levar um bom dinheirinho para casa”.

  1. Francisco andrade

    Trabalho é trabalho mas é preciso criar estratégias para que estes jovens tenham uma formacao e um trabalho digno,com direito a seguro INPS.

  2. Manuel Silva

    Vendidos, desonestos . Mas também vocês só vivem do resto dos outros. Dos três comentários que fiz, nenhum passou.

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