UNITA critica falta de observadores da UE nas eleições angolanas

26/08/2012 18:03 - Modificado em 26/08/2012 18:03
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No dia de uma manifestação em Luanda promovida pela UNITA que juntou milhares de pessoas, o presidente do maior partido da oposição, Isaías Samakuva, acusou o Governo de José Eduardo dos Santos de recusar a emissão de vistos a observadores estrangeiros. Responsabiliza-o por as instituições internacionais, sobretudo a União Europeia, terem decidido não enviar ninguém às eleições gerais de 31 de Agosto.

 

Ao contrário do que aconteceu há quatro anos, nas legislativas, a UE decidiu não deslocar uma missão de observação, tendo no terreno apenas duas especialistas. “A União Europeia manda gente para todo o lado, mas não mandou para Angola”, disse Samakuva, candidato à presidência, durante o comício em Luanda.

Na semana passada, a embaixada dos EUA em Luanda emitiu um comunicado exigindo à Comissão Eleitoral angolana que credenciasse “imediatamente” os observadores eleitorais das organizações da sociedade civil e mencionava atrasos no credenciamento de “outros observadores internacionais”. A resposta surgiu em editorial no Jornal de Angola, conotado com o Governo: o comunicado é “impróprio de uma representação diplomática” e interfere com as decisões de um país soberano.

 

Na manifestação juntaram-se no centro da cidade milhares de pessoas, refere a Lusa. Nem todas eram da UNITA. Disseram ter saído à rua por concordarem com as queixas contra a Comissão Eleitoral. A manifestação foi convocada para denunciar o que a UNITA considera serem irregularidades na organização das eleições em que vão ser escolhidos um novo Parlamento e o Presidente; tudo indica que o actual chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, do MPLA, será reconduzido no cargo.

 

Um documento de 17 páginas divulgado pela UNITA falava, entre outras matérias, da forma como foram feitos os cadernos eleitorais e questionava o modo como serão divulgados os resultados (um organismo central receberá todos os dados e transmitirá os números finais). A UNITA pediu o adiamento das eleições por um mês.

 

 

 

 

 

publico.pt

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