Presidente sírio diz que derrotará a rebelião “a qualquer preço”

26/08/2012 18:00 - Modificado em 26/08/2012 18:00
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O Presidente Bashar al-Assad, disse este domingo em Damasco que derrotará “a qualquer preço” a rebelião no seu país que considerou uma “conspiração” estrangeira contra a Síria.

 

“O povo sírio não permitirá que a conspiração triunfe e alcance o seu objectivo”, disse Assad, citado pela agência noticiosa oficial, Sana, ao receber um emissário iraniano na capital.

 

Na mesma reunião este presente o vice-presidente, Farouq al-Sharaa, e a televisão síria mostrou imagens. Há semanas que corriam rumores sobre a deserção de Al-Sharaa, o que esta reunião veio desmentir.

 

A oposição síria acusou este domingo o exército do Presidente de ter cometido um massacre em Daraya (perto de Damasco), onde foram descobertos mais de 200 corpos num bairro sunita.

 

Segundo a Reuters, os corpos estavam em casas destruídas e caves de Daraya e a maior parte deles apresentava sinais de mortes por execução.

 

“As tropas de Assad fizeram aqui um massacre”, disse Abu Kinan, um activista na cidade que falou com a Reuter, tendo esta agência referido que devido às restrições dos media independentes, não foi possível aos jornalistas deslocarem-se ao local para confirmar.

 

O activista disse ter testemunhado a morte de uma menina de oito anos, Asma Abu al-Laban, morta por um atirador quando entrava num carro com a família. “Eles estavam a tentar fugir ao raide do exército e ainda foi levada ao hospital improvisado. Foi atingida por três balas e não se pôde fazer nada”.

 

Em comunicado oficial lido na televisão pública, o Governo anunciou: “As nossas heróicas forças armadas limparam Daraya do que restava dos grupos terroristas que cometeram crimes contra os filhos da cidade e sabotaram e destruíram propriedade pública e privada”.

 

De acordo com outro comunicado, este dos comités locais de direitos humanos, o exército sírio matou 440 pessoas em todo o país no sábado, incluindo dezenas de crianças e mulheres, e considerou o dia um dos mais mortíferos desde o levantamento contra o regime de Assad, em Março do ano passado. Em Damasco e nos seus arredores, o número de mortos foi de 310. Os restantes eram de Idlib, Deraa, Hama e Homs. Vídeos divulgados pelos activistas da oposição mostram corpos de homens jovens alinhados junto à mesquita de Abu Suleiman al-Darani, em Daraya, alguns deles com tiros na cabeça e no peito.

 

Em relatório, as Nações Unidas confirmaram que o exército sírio está a executar pessoas, o que constitui um crime contra a humanidade.

 

A zona sul de Damasco é uma das linhas de frente da guerra civil síria. No sábado à noite, tanques formaram um cerco nos bairros de Lawwan e Nahr Aisheh e dispararam contra Ghouta, um subúrbio da capital.

 

 

 

 

 

publico.pt

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