China prejudica Moçambique em milhões de dólares com exportação ilegal de madeira

29/02/2016 08:58 - Modificado em 29/02/2016 08:58
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madeiraempresaMoçambique perdeu, entre 2003 e 2013, 549 milhões de dólares (cerca de 499 milhões de euros), resultante da exportação ilegal de madeira para a República da China. A conclusão pertence a um estudo realizado pela organização ‘WWF Moçambique’.

Uma das causas encontradas pela ‘WWF’ tem a ver com a fraca eficiência da fiscalização e os altos níveis de corrupção no setor público.
A agravar o cenário está a grande procura de combustíveis lenhosos, agricultura itinerante, queimadas descontroladas e, ainda, a falta de planos de uso e aproveitamento de terra. «Numa altura em que surgem denúncias públicas, a ‘WWF’ entende ser urgente a intervenção do Estado para o controlo das atividades de exploração de madeira no país», refere o documento.

O estudo revela ainda que a ‘WWF Moçambique’ está a apoiar uma iniciativa de avaliação de operadores florestais madeireiros, esperando que esta permita a suspensão dos agentes que atuam à margem das normas vigentes no país.

Contando com o apoio técnico e financeiro da ‘WWF Moçambique’, a operação foi desencadeada pelo Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural (MITADER), envolvendo brigadas compostas por quadros da instituição, organizações não-governamentais e jornalistas.

Tida como uma iniciativa inédita pelo envolvimento da sociedade civil, a ação decorreu entre novembro de 2015 e janeiro de 2016 e recebeu um apoio financeiro de 100 mil dólares (cerca de 90 mil euros) da Embaixada da Suécia em Maputo, através da ‘WWF Moçambique’.

A iniciativa insere-se no quadro da Reforma Florestal que o Governo moçambicano está a desenvolver e que reconhece os impactos ambientais, sociais e económicos da exploração ilegal de madeira em Moçambique.

 

abola.pt

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