Comícios Políticos: Uns pela mensagem, outros pelo divertimento

29/02/2016 08:40 - Modificado em 29/02/2016 08:40

mpdNa próxima quinta-feira, 3 Março arranca a campanha eleitoral. Até ao momento, os partidos realizam acções de pré-campanha, apresentação de candidatos nas suas respectivas áreas na tentativa de irem explicando aos eleitores os seus respectivos programas eleitorais. A campanha eleitoral em Cabo Verde é um momento especial com uma movimentação diferente durante os dias de campanha.

As visitas dos candidatos às zonas, os comícios com música e outras animações atraem as pessoas. “Campanha sempre é bom já que as zonas estão mais movimentadas, temos actuações de artistas e já dá para uma pessoa se entreter um bocadinho”, diz Renato Delgado. Esta animação já é quase um requisito para a atracção de pessoas para os comícios, visto que os comícios são designados de comícios-festas.

As pessoas vão contar com pelo menos três comícios na zona ou numa zona vizinha. Além desta animação que dá uma nova vida às zonas, durante as eleições o propósito é para os políticos passarem as suas mensagens. E neste aspecto, questiona-se o que as pessoas esperam desta campanha eleitoral.

“Acho que durante a campanha as pessoas têm de se focar nas propostas. Cabo Verde não está bem e queremos saber as sugestões que as pessoas vão trazer”, avança Anderson Monteiro. E a mensagem dos partidos vai ao encontro daquilo que as pessoas esperam. Para alguns entrevistados do NN, a ideia é que os políticos desperdiçam o tempo falando dos outros e esquecem-se que as pessoas querem saber as propostas.

“Eu vou aos comícios porque gosto de ouvir o que os candidatos têm para dizer mas, às vezes, as bocas mandam para outros apesar de serem engraçadas, mas não é o foco de muitas pessoas quando vão aos comícios”, expressa Denílson Lima. Para este cidadão, toda a energia deve ser gasta em fazer o melhor para explicar as propostas.

Paulo Rocha resume o que espera da campanha. “Acho que todas as pessoas pelo momento que o país está a atravessar, querem ver soluções e não bate-bocas sem sentido. Porque vemos no Parlamento que os políticos não discutem nada de importante só brigam entre si. Por isso, acho que as pessoas querem mesmo é ouvir a mensagem e não guerra”. Este desejo não é exclusivo deste cidadão. Carina Évora também pensa da mesma forma esperando, durante este período, um debate de ideias e de propostas.

Apesar de muitos quererem saber quais as melhores propostas para o país, os comícios vão continuar a ser uma forma de ter uma noite incomum nas zonas. Diversão, convívio, animação também são um chamativo. “Eu gosto dos comícios porque servem para divertir”, sublinha Rui Delgado que diz não se importar muito com a política e que os comícios vão servir para se entreter de graça. Na mesma linha de pensamento Steven Cruz que diz que já não se importa muito com os políticos da nossa terra e que a única “coisa que vai aproveitar é o momento de festa e euforia”, mas avança que não se vai envolver nem prestar muita atenção.

Os partidos tentam entreter os eleitores durante os comícios e os artistas são como um chamariz de pessoas. Muitos querem ouvir as propostas, enquanto que outros, o cartaz cultural apresentado. Mas que fique claro que muitos eleitores querem debate de ideias e não ofensas e discussões pessoais durante a campanha.

  1. sandra

    Nenhum candidato e nenhum outro partido conseguiu ate oje encher a rua de lisboa com josé maria neves fe-lo em 2001 no encerramento de campanha deste ano. o pessoal naõ tava lá para ouvir musica e nem artistas . forom ouvir a mensagem que alias foi emoçaõ pura. podem falar o que falarem mas este foi facto. ppolitico mais carismático de todos os tempos em cabo verde.

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