José Manuel Vaz: “a situação da Justiça Social em Cabo Verde vai de mal a pior”

22/02/2016 08:26 - Modificado em 22/02/2016 08:26

jose manuel vazO presidente da Confederação Cabo-verdiana dos Sindicatos Livres (CCSL), José Vaz, defende que é necessário avaliar o estado da justiça social em Cabo Verde de forma a evitar colapsos sociais, uma vez que distribuição da riqueza a nível nacional é bastante injusta, logo gera-se muitas desigualdades.

“O nível de vida dos trabalhadores e dos cabo-verdianos de um modo geral tem diminuído com o passar dos anos a distribuição da riqueza a nível nacional é bastante injusta, porque temos um número reduzido de pessoas com salários avultados, o que, por conseguinte, gera a injustiça social” diz José Manuel Vaz em entrevista ao Inforpress. O mesmo afirma que as manifestações dos trabalhadores da administração pública demonstram que o “estado de saúde “ da Justiça Social em Cabo Verde está de mal a pior e ainda considera que vive-se uma miragem, assim sendo o presidente da CCSL defende a união de esforços e a adopção de medidas urgentes para evitar convulsões sociais.

Por outro lado, José Manuel Vaz relembra da criação dos Tribunais de Trabalho que contribuíram para uma melhoria, todavia defende que a grande morosidade seja o ponto negativo, visto que existem com processos que não foram e que não estão resolvidos ainda. “Copiamos muitas leis, respeitamos muitas opiniões das organizações internacionais, formulamos leis a nível do Parlamento, mas essas leis não passam de letras mortas porque não têm realização prática” assegura o presidente da CCSL. Este ainda acredita que a justiça social é uma responsabilidade de todos, nomeadamente do Estado, do sector privado, porém cabe ao cidadão reivindicar, exigir e respeitar as regras para que os seus direitos sejam salvaguardados.

  1. TRISTEZA

    E QUEM É O PARTIDO QUE VAI REGULAR A DISTRIBUIÇÃO DA RIQUEZA EM CABO VERDE? Ninguém tem vontade para falar ao público sobre este ponto. Há um salário mínimo de 11.000$00 mas há gestores com salário de 300, 400, 500 e 700 contos mensais; há pessoas em casas de lata sem rendimento; enquanto há funcionários técnicos que podem pagar renda mas habitam de “borla” em casas do Estado. São essas e outras questões que Janira e Ulisses deviam estar preocupados em vez de estarem a ludibriar os cabo-verdianos com promessas que nunca serão cumpridas.

  2. BOSTA

    Esse puxa saco e sem afazer da roça de S.Tomé ainda está em Cabo Verde?Bem que fosse cabeça de lista do PP ou PTS para eleição legislativa de 20 de março.

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