São Vicente: Jovens acusados de vários crimes de roubo

18/02/2016 08:23 - Modificado em 18/02/2016 08:23

tribunalO Tribunal da Comarca de São Vicente procede ao julgamento de alguns jovens acusados da prática de vários crimes de roubo na ilha de São Vicente.

São vários os processos contra esses jovens que andaram a perturbar o sossego das pessoas nas ruas e nas residências. Três dos arguidos encontram-se em prisão preventiva e o resto está em liberdade sob Termo de Identidade e Residência.

O 2º Juízo Crime iniciou, esta terça-feira, à audiência do julgamento dos arguidos acusados da prática de vários crimes de roubo contra pessoas e residências. Um dos casos mais caricatos perpetuados pelos arguidos é o roubo numa residência na zona de Ribeirinha.

Três dos arguidos acederam à residência através de uma casa em construção. De cabeça encapuçada e com o recurso a uma chave de fendas, conseguiram entrar no segundo andar da residência onde encontraram um casal e o filho. Os meliantes obrigaram o casal a tapar o rosto “para que ninguém os reconhecesse”.

O casal e o filho ainda bebé foram cobertos com um colchão e obrigados a entregar as chaves e o dinheiro. Os assaltantes vasculharam toda a residência à procura de dinheiro, mas sem sucesso. Entretanto, resolveram levar um computador portátil, algumas pen drives, vários telemóveis, um aparelho de som, perfumes, cremes, um berbequim.

Na sequência da situação de “terror” vivida pelas vítimas e movida pelo susto, o bebé desatou a chorar, tendo um assaltante pedido para que matassem a criança. Conforme relatou uma das vítimas, os assaltantes falavam “língua de badiu” para se disfarçarem.

Perante o Tribunal, um dos assaltantes confessou o crime de ter entrado na residência na companhia dos outros para recuperar umas “chapas de tambor”, anteriormente oferecidas pelo dono da casa.

Todavia, os outros comparsas limitaram-se a negar tal prática alegando que nunca andaram na companhia do arguido. Os objectos roubados foram encontrados na posse dos arguidos que alegam tê-los adquirido na sequência de uma compra informal. Os arguidos alegam “não terem entrado em casa de ninguém e de nada terem roubado a quem quer que seja”.

Contudo, o ofendido que entretanto afirma possuir algumas “chapas de tambor” no terraço da sua residência, nega ter oferecido qualquer objecto ao arguido.

Os arguidos estão envolvidos noutros crimes de roubo, nomeadamente num assalto a uma outra residência de um homem de 44 anos. Os assaltantes aproveitaram a ausência do homem e levaram tudo o que se encontrava em casa tais como uma garrafa de gás, dois recipientes onde o proprietário guardava água, uma bolsa de massa e cinquenta escudos que guardava para comprar água.

A controvérsia entre os arguidos que pretendem imputar os factos uns aos outros, irá dar bastante trabalho ao Tribunal, pois negam categoricamente qualquer crime. Resta agora à Justiça desvendar os meandros dos vários crimes de roubo atribuídos aos arguidos.

  1. Silva

    Dois meus vizinhos foram assaltados num mesmo prédio em Alto Morabeza recentemente, um em Janeiro, outro há dois dias. Em ambos os casos levaram portátil, telemóvel e carteira. Ajudem-lhes por favor a recuperar os equipamentos porque lhes deixam muita falta no trabalho. Por favor mostrem fotos com a cara dos meliantes que estão a ser julgados.

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