Calhau: Moradores pedem serviço de saúde aos fins-de-semana

15/02/2016 08:18 - Modificado em 15/02/2016 08:18
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enfermeiroO Centro de Saúde da zona do Calhau, situada na zona Norte da ilha de São Vicente, funciona de segunda a sexta. Embora a população diga estar satisfeita com os serviços prestados à comunidade, a mesma não deixa de apelar pelo acesso ao serviço também aos fins-de-semana. No caso de doença, as pessoas são obrigadas a procurarem cuidados médicos na cidade: é ali que reside o problema. Também o acesso ao transporte por essas bandas não é uma tarefa fácil para os moradores.

A comunidade da zona encontra-se a 10 km da cidade do Mindelo. Os moradores do Calhau e da Ribeira de Calhau não têm acesso ao serviço de saúde nos fins-de-semana. O Centro garante o serviço apenas de segunda a sexta.

As pessoas que ficarem doentes durante o fim-de-semana terão de se deslocar ao Hospital Baptista de Sousa na Cidade. O problema é que neste período é muito difícil encontrar uma viatura, sobretudo à noite.

A necessidade de ter o Centro a funcionar aos fins-de-semana é uma preocupação dos moradores que procuraram este jornal para exporem o problema há muito reivindicado. Vera, uma moradora da Ribeira de Calhau diz que a mãe é doente e com muita frequência é obrigada a deslocar-se ao Hospital Baptista de Sousa na cidade, mas se houvesse um serviço a funcionar na zona, não teria necessidade de fazer deslocar a mãe, pois nesses momentos, um minuto pode salvar a vida de uma pessoa.

A situação agrava-se ainda mais nos fins-de-semana, pois é difícil conseguir o transporte para a cidade. Cintia diz que nestas situações, os doentes dependem de uma boleia da boa vontade das pessoas que têm carro. Para a entrevistada, o problema persiste há vários anos e nunca foi resolvido apesar de vários apelos na comunicação social.

A zona é tida pelos moradores como um local calmo, sem violência, mas os mesmos apelam por melhores condições. Apesar das fracas condições do Centro de Saúde da zona, os entrevistados reconhecem o trabalho dos que lá trabalham, mas acreditam que o funcionamento do centro aos sábados e domingos facilitaria a vida da comunidade e diminuiria o número de pessoas no banco de urgência do Hospital Baptista de Sousa.

Uma outra revindicação dos entrevistados são as fracas condições de iluminação pública. Os mesmos apelam à intervenção das autoridades na resolução dos problemas da comunidade.

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