Emprego: MpD oferece 45, PAICV oferece 125 mil. Quem dá mais?

8/02/2016 08:10 - Modificado em 8/02/2016 13:10

primeiro-empregoOs partidos estão de olhos postos no próximo dia 20 de Março, dia das próximas eleições legislativas. Mas a pré campanha já se vem arrastando há algum tempo, ganhando maiores proporções agora que os líderes dos partidos renunciaram aos cargos que ocupavam para se dedicarem exclusivamente à campanha eleitoral. Os contactos com as pessoas e promessas já começaram.

Uma das bandeiras da campanha eleitoral será, com certeza, a juventude e o emprego. A juventude, porque é onde se encontra a maior parte dos eleitores e o emprego, por ser um dos grandes problemas da sociedade cabo-verdiana, principalmente dos jovens.

MpD e PAICV já adiantaram números de empregos a serem criados na próxima legislatura. O MpD, na apresentação da lista de candidatos ao círculo eleitoral de São Vicente, na voz do seu Presidente e candidato a Primeiro-ministro, assumiu o compromisso de criar quarenta e cinco mil postos de trabalho nos próximos cinco anos. E estes empregos serão dirigidos aos jovens.

O PAICV, por sua vez, através da sua Presidente e candidata a Primeiro-ministro, em contactos com peixeiras e pescadores da cidade da Praia, tendo como pano de fundo a economia marítima, garante que, caso o partido for escolhido para governar, a partir de 2016 vão conseguir gerar quinze a vinte mil postos de trabalho por ano.

Segundos dados do INE apresentados em Abril de 2015, a população activa desempregada é constituída por 36.388 indivíduos, 20.525 homens e 15.863 mulheres.

Segundo as promessas destes dois líderes partidários, o problema do desemprego tem o fim anunciado. Por simples subtracção, o problema fica resolvido. Pelas contas do MpD, quarenta e cinco mil postos de trabalho serão suficientes para empregar os mais de trinta e seis mil desempregados. Segundo o compromisso, necessitarão de cerca de cinco anos para terem este número de postos de trabalho, contando com um aumento de pessoas à procura de emprego nos próximos cinco anos. Mas com cerca de nove postos de trabalho por preencher, segundo as contas do MpD, não haverá nenhum problema no fim da legislatura.

Para o PAICV, serão quinze a vinte mil postos de trabalho por ano. E, com esta perspectiva e usando o mesmo método de análise, a cobertura do número de desemprego será mais rápida, dependendo do número exacto de empregos criados. No caso de se conseguirem os vinte mil postos por ano, a redução “drástica” do número de desempregados será em apenas dois anos. E, no caso de ser a meta mínima anunciada por Janira Hopffer Almada, quinze mil, levarão três anos para que a taxa de desemprego seja reduzida.

Se tudo correr como os candidatos a primeiro-ministro anunciaram e assumiram no compromisso e se executarem os planos que têm para a redução do desemprego, a taxa de desemprego não sofrerá uma quebra de 0,4 ou de 0,6 por cento, como aconteceu nas duas últimas actualizações da taxa que agora ronda os quinze por cento.

  1. Hernâni

    Por uma questão de honestidade intelectual, respeito à verdade e coerência com o corpo do texto, me parece que o título é enganador e não corresponde a verdade dos factos. Seria aceitavél por exemplo se fosse “MPD oferece 9 (45/5), e PAICV 25.000 mil” ou então “MPD oferece 45 mil em 5 anos, e PAICV 25.000 mil por ano”… mas lá está isso não vende muito não é?

  2. Justice

    Que demagogia do PAICV e da Janira. Durante 15 anos de governação não conseguiram criar nem 10.000 postos de trabalho efectivos e agora num verdadeiro slogam eleitoralista prometem o milagre de criarem 20 mil postos de trabalho por ano. Meu Deus como estes políticos são mentirosos, desleais e hipócritas. Faço questão de vos lembrar a promessa eleitoral de JMN que nunca foi realidade: o Décimo-terceiro Mês.

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