OS: “O Pires não comprou ninguém, muito menos um indivíduo como eu que custa um balúrdio”

5/02/2016 07:43 - Modificado em 5/02/2016 07:43

onesimo silveira8Continuamos a analisar o livro / entrevista “Onésimo Silveira: uma vida, um mar de histórias”, onde surgem diversas declarações que ajudam a compreender aspectos da nossa história recente ou, no mínimo, muitos anos depois a ouvir o contraditório de Onésimo Silveira.

Um dos episódios que passamos a conhecer é a versão de OS em relação às eleições presidenciais de 2011, quando desistiu da sua candidatura a favor de Pedro Pires, contribuindo para a derrota de Carlos Veiga. Na altura, Silveira foi acusado de ter sido “comprado” por Pedro Pires. Questionado sobre este aspecto, respondeu a José Vicente Lopes: “O Pires não compra ninguém, muito menos um indivíduo como eu que custa um balúrdio”. Reafirma que “não passaram de bocas, como muitas outras que lançaram sobre mim e que hoje já ninguém se recorda. A verdade é que apesar da minha candidatura, acabei por me juntar à campanha do Pires, ainda antes das eleições, já que quase no fim da primeira volta desisti da minha candidatura”.

OS esclarece que a opção de apoiar Pires partiu dele que nem sequer colocava a questão se preferia Pires ou Veiga. “Absolutamente, a questão não se colocava. O Pires sabia que podia contar comigo”. O certo é que OS passou a participar nos comícios de Pedro Pires que perdeu em São Vicente na primeira volta por cerca de 300 votos, mas que ganhou na segunda volta de “forma convincente”. Na altura, os jornais escreveram que a participação de OS na campanha de Pires proporcionou a reviravolta e a vitória numa ilha tida como hostil ao comandante. Mas o entrevistador sabe que está a escrever para a história e pergunta se o cargo de embaixador de Cabo Verde em Lisboa, que Silveira viria a ocupar, não foi o “pagamento de Pires”. O entrevistado explica que o convite surgiu por intermédio de Manuel Inocêncio, na altura Ministro dos Negócios estrangeiros: “ele convenceu-me que eu poderia fazer um bom trabalho como embaixador junto das autoridades portuguesas e da nossa comunidade.

Depois de muito reflectir sobre a proposta, não vi nada de mal na proposta e aceitei. Sempre me dispus a trabalhar em prol do meu País e dos meus compatriotas. E sentencia a questão do “pagamento de Pires”: “Quem assim pensa é gente que se vê ao espelho quando fala de Onésimo Silveira”.

  1. MARIA

    entao sempre está à venda, tudo depende do preco! uma vergonha!

  2. Lino Públio

    Em 2011, os candidatos foram: Manuel Inocêncio Sousa ( Muitos militantes do PAICV ), Aristides Lima ( PAICV ), Joaquim Monteiro ) Independente ) e Jorga Carlos Fonseca ( MpD e outros partidos ). A citação da sigla dos partidos á frente significa o apoio que tiveram.
    Há um engano.

  3. Jorge Fonseca

    Este homem está sempre a venda. Vendeu para apoiar o MpD, vendeu para apoiar o PAICV e venderá para apoiar quem aparecer com mais “grana”. No livro que escreveu devia trazer também ao conhecimento dos Caboverdianos todas as aldrabices e falcatruas que fizera durante o seu “reinado” em Mindelo e não só. Devia dizer aos Caboverdianos quanto pagou para dar sumiço aos vários processos que tem no Tribunal contra ele. Eu não considero este homem um político de referência para Cabo Verde! Porém, tenho esperança de que um dia alguém tenha a coragem de mostrar o lado podre de ONÉSIMO SILVEIRA. Vem-me a memória do tempo que fundou o PTS alugou à um cidadão nacional um apartamento na rua 5 de Julho para sede do Partido e nunca pagou meio tostão de renda e ainda desaparecera com algum mobiliário da cozinha. O dono manifestou o interesse em levar o caso ao Tribunal, porém, fora aconselhado por um Jurista a receber o apartamento como estava e que desistisse da acção criminal porque os processos contra OS morrem à entrada do Tribunal.

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