Privatização da Electra e TACV: a promessa que ficou por cumprir para o mal dos nossos pecados

3/02/2016 07:55 - Modificado em 3/02/2016 07:55

promessaEm 2011, o Primeiro-ministro prometeu que a privatização das empresas de água e energia, Electra, e a transportadora nacional, a TACV, aconteceria no actual mandato (2011-2016), algo que em final de legislatura ainda não aconteceu, no seu terceiro mandato consecutivo.

Por razões éticas, segundo o ‘Asemana’, José Maria Neves havia afirmado na altura que o Governo não iria privatizar nenhuma empresa antes das eleições legislativas de 06 de Fevereiro de 2011. Em 2011 voltou a vencer as eleições com maioria absoluta.

No mesmo ano, contrariando a promessa do executivo cabo-verdiano, a Ministra das Finanças  adiava a privatização da Electra. O que aconteceu é que em 2013 iniciou-se uma nova etapa da sua vida com a reestruturação da Electra-sarl que ficou dividida em duas empresas, uma na região Sul e outra na região Norte, a Electra-Sul, Sociedade Unipessoal, S.A., com Sede na Praia e a Electra Norte, Sociedade Unipessoal, SA, com Sede em S. Vicente, como forma de “a tornar mais atractiva para os potenciais investidores privados”, de acordo com as declarações de JMN.

“A empresa teve ganhos enormes nos últimos anos pelo que esperamos poder privatizar a Electra nas melhores condições, dentro da nossa estratégia de melhoria da competitividade cabo-verdiana”, disse o Primeiro-ministro na altura.

Facto que até agora não aconteceu, a não ser que a promessa venha a estar na lista de prioridades da candidata Janira Hopffer Almada para as eleições de 20 de Março.

Ao mesmo tempo que foi criada a sociedade anónima Electra SARL, o Governo deu início ao processo de privatização, cujo objectivo principal era o de encontrar um parceiro estratégico com capacidade técnica e financeira para fazer face às perspectivas de desenvolvimento que se desenhavam, através da venda de 51% do capital social ao concorrente que se colocasse em melhor posição num concurso internacional, podendo, no futuro, o Governo vir a privatizar a maioria do restante capital que continuaria a deter na empresa. (página da Electra)

Com a sede e serviços centrais na cidade do Mindelo, ilha de São Vicente, a Electra exerce a sua actividade operacional através de nove unidades de produção e distribuição, duas na ilha de Santiago e uma em cada uma das restantes ilhas do arquipélago.

  1. Manuel Calado

    Como é que acham que seria possível privatizar a Electra se esta empresa não apresentou até hoje as Contas e o Relatório de Gerência de 2013 e 2014? O grave é que a tutela mantém esta Administração em funções para fazer crer que está tudo bem.

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