Absolvição do Pastor Toni Pinto: Pai da menor vai recorrer da sentença

2/02/2016 07:50 - Modificado em 2/02/2016 07:50

igreja baptistaA absolvição do Pastor da Igreja Baptista, António Pinto, acusado de crimes de agressão sexual contra dois menores não caiu no agrado do pai da menor de 13 anos. O mesmo diz-se revoltado com a decisão do Tribunal de São Vicente, pois diz de tudo fazer para recorrer contra a sentença que ilibou o arguido.

O pai da menor vítima de agressão sexual perpetrada alegadamente pelo Pastor da Igreja Baptista, Toni Pinto, promete recorrer contra a sentença do Tribunal que absolveu o arguido que estava a ser julgado por dois crimes de agressão sexual contra dois menores.

Os factos que acusavam o Pastor António Pinto, Pastor da Igreja Baptista em São Vicente, de dois crimes de agressão sexual com penetração e de forma continuada contra dois menores de 13 e 3 anos que frequentavam a Igreja Baptista, não resultaram provados.

O pai da vítima diz não ter ficado satisfeito com a justiça feita. Revoltado com a decisão, afirma que há factos que comprovam o estado da vítima. Não obstante os primeiros exames médicos provarem que a menor tinha sido penetrada e que numa dada altura tinha sido medicada por causa de uma infecção.

Embora não atribua responsabilidades ao Juiz que trabalhou no processo, acredita que as testemunhas não primaram pela verdade contribuindo para a absolvição do arguido. O mesmo promete recorrer contra a sentença acreditando e invocando a intercessão divina para que justiça seja feita, pois apesar dos fracos recursos financeiros que tem, irá fazer de tudo para trazer a verdade à tona.

O caso remonta a Março de 2015 quando o Pastor foi acusado de abusar sexualmente de uma menor 13 anos. O Pastor ainda respondia por mais um crime de agressão sexual contra uma criança do sexo masculino, na altura com três anos.

Segundo os autos, a criança terá dito aos pais que tinha visto na televisão o Pastor que o tinha agredido sexualmente. Após várias insistências da mãe, a criança acabou por revelar a história no seu todo.

Contudo, o Tribunal analisou os factos do processo, sobretudo, a notícia da televisão que a vítima  viu e que depois disse ter visto o Pastor que a tinha agredido sexualmente, mas tal não se confirmou pois na referida notícia não havia imagens do arguido. Factos que também deixaram sérias dúvidas durante o processo e que vieram a resultar não provados.

Após o julgamento e a reconstituição do crime para a descoberta da verdade material, o Tribunal entendeu que os factos não  resultaram provados. Ou seja, que o Pastor não  chamava as crianças para o seu gabinete onde alegadamente lhes tirava a roupa.

  1. Francisco andrade

    Estranho é que um criminoso ou uma pessoa que faz um desfalque numa empresa do Estado em centenas de contos fica sob TIR ( Termo Identidade e Residência).
    Será queo Pastor António Pinto , homem de fé, não tinha direito a TIR?

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