MpD apresenta programa de governo

1/02/2016 07:42 - Modificado em 1/02/2016 07:42
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MPDO MpD apresenta e publica o programa de governação para as legislativas de 2016, documento que o MpD quer que seja um compromisso com as ilhas. Na nota introdutória escrita pelo seu Presidente, o mesmo explica que existe um sentimento que, como muitos outros, “estão decepcionados com o que viram nos últimos 15 anos. Decepcionados com a estagnação económica, a diminuição de rendimentos, com as longas listas de espera nos hospitais, com o abandono escolar e com o aumento do desemprego, da pobreza e da insegurança”. E neste sentido, diz que os cabo-verdianos mereciam mais.

Cabo Verde tem os recursos endógenos suficientes para garantir o seu futuro em bases sólidas. Nós somos bons. Basta explorarmos convenientemente a nossa centralidade atlântica. Cabo Verde tem uma importante diáspora nas Américas, na Europa e em África. A diáspora é um grande activo para o País no contexto de um mundo cada vez mais globalizado. A nossa diáspora faz parte do nosso percurso histórico e social, apresentando um elevado potencial humano e contribuindo, activamente, para a afirmação da Nação cabo-verdiana do ponto de vista político, cultural, económico e de notoriedade internacional.

Para Ulisses Correia e Silva, este programa foi concebido para servir as pessoas e para “mudar, efectivamente, a vida das pessoas para melhor”. E acredita que o País tem recursos suficientes para garantir um futuro com bases sólidas.

“Precisamos de um bom ambiente político com uma democracia consolidada, um Estado de Direito credível e um governo política e tecnicamente bem preparado, com capacidade de liderança e de adaptação, ágil nas decisões e com uma atitude desenvolvimentista e reformista”, sublinha Correia e Silva.

Para o MpD, depois de quinze anos de governação do PAICV, mais de seiscentos milhões de contos gastos e de uma dívida pública bruta excessiva “a ultrapassar a dimensão da economia nacional”, a hora é de balanço e de responsabilização. “Pois quem governa tem de prestar contas”.

E na hora do balanço, para o MpD, o PAICV colocou o País perante enormes desafios, tanto a nível institucional, como político e social. Como síntese para o MpD, o actual Governo faltou no essencial, ao seu compromisso eleitoral com os cabo-verdianos.

“Este desafio é ao mesmo tempo uma oportunidade. Estamos hoje, de facto, perante uma enorme oportunidade. A de desenvolver Cabo Verde e de construirmos um País onde as nossas crianças, os nossos jovens, as nossas mulheres e os nossos pais sejam felizes. Cabo Verde tem os recursos necessários para eliminar a pobreza. Precisa de um Governo capaz e de uma liderança lúcida”, como o MpD enfatiza.

O programa de governo proposto pelo MpD abarca várias áreas. Propõe um plano de emergência nacional. “Cabo Verde precisa de um plano de acção de curto prazo assente em cinco pilares essenciais para, de imediato, gerar confiança e relançar a economia, promover a segurança, combater o desemprego e a pobreza e melhorar a qualidade da governação, a saber”.

E o MpD espera poder contar a curto prazo numa mudança da forma de exercício do poder político e num novo modelo de governação para o País, no aumento do rendimento disponível das famílias, no combate à pobreza extrema e na promoção de políticas activas de emprego. E finaliza com a promoção do emprego através da resolução do problema do financiamento das empresas e ainda a promoção da segurança do País.

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