Onésimo Silveira: “O livro é uma obrigação, uma forma de protesto, um confronto com a história”

1/02/2016 07:35 - Modificado em 1/02/2016 14:59

onesimo1“A haver um julgamento da história, eu estou pronto para esse julgamento, porque um homem como eu não pode temer tal julgamento. Aliás este nosso livro é por si só um “confronto” com a história” .Esta é uma frase no livro da biografia sobre Onésimo Silveira. “Onésimo Silveira, uma vida, um mar de histórias”, lançado na sexta-feira, no auditório da Uni Mindelo.

O livro, segundo o seu autor, José Vicente Lopes é um contributo para Cabo Verde, porque “permite uma visão mais abrangente de Onésimo Silveira e do país,segundo a perspectiva  de um homem que lutou pela sua liberdade”. Hoje em dia se há uma pessoa que simboliza em seus mais variados sentidos a ilha de São Vicente é o Onésimo Silveira, dai o desafio de e gratificação ter podido realizar esta obra” refere o autor.

A apresentação ficou a cargo do escritor cabo-verdiano, Germano Almeida que teceu diversos elogios a obra, ao autor e o entrevistado. E como o próprio realçou é uma justa recompensa para ambos, escritor e entrevistado, afirmando ainda que “é justo o título para a biografia de Onésimo Silveira”. “Estão de parabéns o entrevistado na mesma medida  que o entrevistador, pois muito bem se completaram nesta obra”.

Afirmou ainda que o autor quer no domínio do ensaio, quer ficção, os seus anteriores trabalhos seriam mais que suficientes para lhe garantir o lugar na galeria dos criadores literários nacionais, mesmo sem esta nova obra sobre Onésimo Silveira.

Para Germano Almeida, o autor está empenhado em não deixar para trás o passado recente de Cabo Verde, tendo iniciado uma bela saga sobre os bastidores da “nossa” história, com obras profundas e ao mesmo tempo escritas numa linguagem ao alcance de qualquer pessoa minimamente letrado.

Relembra ainda o passado de Onésimo Silveira, os seus estudos em Portugal passando pela sua prisão em Angola, concluindo com a sua conquista de três eleições autárquicas em São Vicente, de 1991 a 2002. Afirmando a plenitude daquilo que foi a sua vida graças a política.

“Onésimo Silveira termina a sua autobiografia afirmando que teve uma vida plena, cheia, de que muito se orgulha. Graças a política diz, que poucos em Cabo Verde podem apresentar”, conclui Germano Almeida.

Por todas as palavras proferidas a sua pessoa, Onésimo Silveira declarou então que mais nada tinha a dizer. Referindo então que o livro é uma obrigação. “Trabalho forçado para protestar”.

Silveira explica que para ele, escrever livros é uma forma de protesto, nem sempre em defesa de causa própria mas de direitos espezinhados”.

O livro, como refere é uma dedicação a São Vicente, ilha que segundo explicou não consegue falar sem se emocionar e perder controlo das suas emoções, porque “vale a pena lutar por São Vicente”.

“Espero que este livro  revele que a vida para mim é uma luta constante e que revela ainda outros aspectos da minha vida, que eu dedico a São Vicente”.

  1. Oliveira Santos

    Todos falam mal do Onésimo mas ninguém tem a coragem que ele tem. E no dia que se for embora continuam a falar (da falta) dele.
    Se minto, que me dêm um nome. Peço UM.

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