Processo eleitoral nas mãos do Governo: UCID e MpD desconfiados, PAICV confiante

29/01/2016 08:02 - Modificado em 29/01/2016 08:02

votoO processo eleitoral esteve no centro das atenções do Parlamento no período antes da ordem do dia. O papel do Governo em todo o processo eleitoral tem sido criticado tanto pelo MpD quanto pela UCID. Desta feita, a deputada do MpD, Joana Rosa, abriu o debate criticando o Governo e a sua actuação no processo, o que “pode pôr em causa todo o processo eleitoral do próximo dia 20 de Março”.

Para a deputada, a proposta de alteração do código eleitoral por parte do MpD “dava satisfação ao País e retirava todo o processo da DEGAP passando-o para a CNE”. Para Joana Rosa, o Governo e o PAICV negaram porque “querem controlar todo o processo”. A UCID alinha no mesmo sentido do MpD. O deputado João Luís afirma que o sistema está viciado e precisa de melhorias urgentes.

“Como tínhamos alertado, o Governo é quem cria todos os problemas, porque não pode estar na posse do recenseamento. Ele é um actor que participa nas eleições e, portanto, não pode ter o recenseamento na sua posse. O recenseamento, do nosso ponto de vista, deverá estar centrado numa só instituição, isto é, na CNE, que define e toma todas as decisões neste sentido”, de acordo com o deputado da UCID.

Tanto o Governo como o PAICV demonstraram outra linha de pensamento. Defendem que o código eleitoral estabelece determinadas regras a propósito do processo de recenseamento e, por isso, acredita na transparência dos processos. “Julgo ser o dever de todos contribuir para a credibilização da nossa democracia e dos processos eleitorais e para o bom nome do Estado cabo-verdiano”, sublinha o deputado do PAICV.

Para o Governo, através do Ministro dos Assuntos Parlamentares, Rui Semedo, “sobre a questão do processo eleitoral a maioria parlamentar trabalhou arduamente no aperfeiçoamento e melhoramento do sistema eleitoral”. Para Rui Semedo, um conjunto de competências que pertencia ao Governo no quadro da revisão eleitoral foram transferidas para a CNE que passou a ser o órgão com altos poderes e assumiu a plenitude do processo eleitoral.

Apesar da divergência dos pontos de vista entre a UCID e o MpD por um lado e o PAICV por outro, todos esperam que se possa trabalhar para a credibilização do processo. “Não podemos estar a dizer lá fora que temos uma das melhores democracias, para depois aqui dentro da casa parlamentar estarmo-nos a acusar”, reiterou João Luís da UCID.

  1. Kriola

    Oh Sra deputada viciado era quando o MPD introduziu fraudulentamente 16000 votos no sistema.

  2. Oliveira Santos

    Ê de desconfiar. Como é que um partido que foi até agora uma màquina trituradora vai parar as suas actividades lucrativas. O PAIGC conhece os métodos para encher as urnas até fazendo votar os mortos. Começam pela manipulação e acabam com a corrupção.
    Não acredito que não haja Junta-Mom contra o inadmissivel.

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