Carlos Reis: “assassinato da mãe da inspectora da PJ e a tentativa ao filho do primeiro- ministro foram retaliação do narcotráfico”

25/01/2016 07:55 - Modificado em 25/01/2016 07:55

carlos reisCarlos Reis, conselheiro de segurança nacional é ex.director da Polícia Judiciaria, numa entrevista ao jornal ASemana, não tem dúvidas que o assassinato da mãe da inspectora da PJ e a tentativa de assassinato do filho do primeiro- ministro foi “uma resposta do narcotráfico a acção das autoridades cabo-verdianas no caso Lancha Voadora”.

Reis explica que mesmo antes do assassinato da mãe da inspectora “havia informações resultantes das nossas investigações, mensagens, até mais expressas do que subliminares,de que a organização – cujos cabecilhas  tinham sido presos, julgados e condenados no âmbito do processo Lancha Voadora por tráfico de drogas, lavagem de capitais, associação criminosa e outros crimes – estava decida  a encetar uma acção de vingança. Reis que na altura da apreensão  da droga e da detenção dos suspeitos na operação Lancha Voadora, era o director da PJ, portanto conhecedor dos meandros da operação, é a primeira autoridade a reconhecer a aquilo que a sociedade sabe  mas que  até hoje não foram apresentadas provas: assassinato da mãe da inspectora da PJ e o a tentativa de assassinato do filho do primeiro- ministro foram ordenados pelo narcotráfico.

O agora conselheiro de segurança explica porque os cabecilhas decidiram atacar pessoas e instituições quando a prática internacional não aponta para o confronto directo com o poder, mas sim tentar defender os seus bens. No seu entender foi porque “na Lancha Voadora decidimos avançar mais para lá da simples apreensão da droga e das armas. A investigação acabou por incluir  a questão da lavagem de capitais e associação criminosa abalando os tentáculos da organização da sociedade e afectando seriamente  a sua estrutura o que levou a retaliação.

  1. aquisefazaquisepaga

    Abó dja bu sta na lista tambem.Quem ki mandau papia? go ke merda.bu pensa ma kel pistolinha la ta difendeu?

  2. Oliveira Santos

    Mas quem duvida? Isto està claro como a àgua. Se ninguém pia é por cobardia porque faltam-nos Homens nesta terra. Todos querem defender a sua cachupa e… os outros que se lixem.

  3. Monteiro

    Se o filho de José Maria Neves tivesse morrido, ele seria um JESUS- morreu para nos salvar. Só assim acordavam de vez para acabar com a violência nesta terra.
    Enquanto forem filhos de coitados a morrerem a nossa justiçinha continuará igual.

  4. Oliveira Santos

    “Fare ma non tropo”.
    Como é possivel ter profissionais na Segurança e depois pedir para não serem zelosos?. Isto é conversa de quem não é honesto e tem interesses pessoais a defender.
    Infelizmente esse espirito predomina na nossa terra, nomeadamente na Justiça onde o Direito é adulterado para não prejudicar quem quer, pode e manda. Com esse sistema vamos decrescendo na estima de quem conta connosco como exemplo a dar.
    Cada um deve fazer o seu trabalho para ser respeitado como cidadão honesto.
    Abaixo os vendidos !!!

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