Praia: Mãe com pistola encostada à cara é obrigada a entregar o telemóvel

25/01/2016 07:49 - Modificado em 25/01/2016 07:49

pistola pjUma mãe foi assaltada à porta da sua casa, na cidade da Praia. A mesma estava na companhia da filha de quatro anos quando um rapaz lhe apontou uma pistola à cara para lhe roubar o telemóvel. A mesma conta que a partir de agora redobrará a atenção que já tinha, mas apela às autoridades para que haja liberdade e segurança das pessoas para que estas possam andar nas ruas sem medo.

A vítima do assalto conta que foi um momento aterrorizador e questiona: “onde vamos parar na nossa sociedade? O que é que as pessoas fazem por causa de um telemóvel!”. A mesma recorda ainda que foi numa fracção de segundos e aconteceu por volta das 21h30 do dia 18 de Janeiro. Nesse dia, mãe e filha foram ao minimercado que fica ao lado de casa e quando regressavam a mãe disse que “antes de chegar atendi a uma chamada de uma amiga e na porta de casa disse-lhe que ia entrar porque tinha visto um grupo suspeito a atravessar a estrada e que vinha na minha direcção. Em poucos segundos um deles já estava na minha frente com uma pistola encostada à cara”. A mãe que estava com a filha relembra que nem conseguiu gritar e sentiu o coração a acelerar: “a minha filha apavorada gritou por mim e começou a subir as escadas. Enquanto isso, sentia o aço na minha cara, ele pediu-me o telemóvel e eu entreguei-lho, depois ele seguiu o seu caminho com naturalidade com o seu grupo”.

A mãe relata que não reagiu e sentiu medo de morrer naqueles piores minutos da sua vida, tendo ficado paralisada após o assalto e agradece a Deus, “porque podiam ter-nos batido se eu não entregasse o telemóvel e era certo se eu não o fizesse visto que eram cinco rapazes que estavam à espera da minha reacção. Mas não estava preparada para morrer por causa de um telemóvel e pensei na vida da minha filha que não conseguiu falar mais nada quando entrámos em casa e ficou só a olhar para mim com os olhos assustados”. Caracteriza essa situação como uma violência psicológica e a vítima não pára de perguntar: “onde vamos parar nesta sociedade? Crianças a fazerem assalto com pistola porque, pelo tamanho, deviam ter uns catorze anos, mas não consegui ver a cara de nenhum, só sentia a pistola na minha cara”.

Este assalto não foi denunciado às autoridades policiais e a mãe assaltada explica que também já lhe roubaram o telemóvel na ilha de São Vicente e nunca teve nenhuma resposta. Acrescenta que não tinha o IMEI do aparelho, logo acredita que é desnecessário fazer queixa, uma vez que as duas estão sãs e salvas, apesar do susto. A vítima do assalto tomou as suas medidas para proteger a sua privacidade, porque tinha a internet ligada e com as aplicações abertas, assim a mesma fez a alteração das senhas, mas conta que “ainda tiveram com o telemóvel ligado uns quinze minutos e só depois desligaram para meu alívio”.

  1. Oliveira Santos

    Viva a Mega Capital para o orgulho de um régulo imundo !!!
    “maz grandi, midjor”.

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