Liberdade de Circulação e Residência para os cidadãos da CPLP dá que falar nas redes sociais

18/01/2016 08:22 - Modificado em 18/01/2016 19:36

lusofoniaO Primeiro-ministro de Portugal, António Costa, dá abertura à Liberdade de Circulação e Residência para os cidadãos da CPLP. Este anúncio é bem recebido por uns e por outros nem por isso. Nas redes sociais o tema foi retomado e tem sido alvo de debate entre internautas onde alguns não concordam com esta medida, mas por estas bandas, no Mindelo, a boa nova trouxe optimismo.

A possibilidade de Liberdade de Circulação e Residência para os cidadãos da CPLP está a transformar em realidade um sonho para alguns internautas. É o caso de Herlander Cunha, administrador e repórter da Rádio Lusofonia de Londres que considera uma excelente medida e diz que “é a notícia mais importante do século para todos os povos dos países de língua portuguesa. O meu sonho desde criança finalmente se tornou realidade. Parabéns Portugal pela iniciativa, esta é a decisão mais inteligente dos governos portugueses de todos os tempos. Agora acredito no desenvolvimento económico de Portugal e das nações de língua oficial portuguesa”. Esta opinião também é partilhada por outros, inclusive por aqueles que já beneficiam do acesso a Portugal. Gomes diz que “sou guineense de origem e de nacionalidade espanhola, mas estou muito bem contente com esta decisão da CPLP e felicito os líderes que conduzem essa plataforma”.

Também sugestões a esta medida não ficam de fora e Ricardo sugere que seja criada uma moeda única, porém, existem os internautas que pensam nas questões de segurança que devem ser tomadas caso seja implantada a Liberdade de Circulação e Residência para os cidadãos da CPLP e Vitor afirma que “apoio este acordo. Lógico, tem de haver segurança de integridade dos países e liberdade de investimento humano, porque não faz sentido se estás a trabalhar num pequeno negócio familiar num país CPLP e não podes ajudar os filhos a iniciar a vida ao pé dos pais só porque ultrapassaste a cota de estrangeiros”.

Todavia há quem pense que esta boa nova “traz água no bico” como diz o ditado português ou, como dizem os brasileiros, “neste angu tem caroço”, ou seja, há muito mais a saber sobre esta medida em relação ao que está a ser referido e Gaspar defende que o “factor crise faz com que haja abertura na livre circulação. Foi necessário ter baixa económica, para tirarmos o pensamento único e colocarmos pensamento colectivo. Um país não se desenvolve sem investimentos privados ou mão-de-obra estrangeira. E isso está mais do que claro e aprovado. Sempre souberam disso, mas como o racismo esteve sempre em primeiro lugar, deixaram morrer a ideia. Agora que está tudo dependente de países africanos, abertura e livre circulação… Tristeza…” Esta teoria é contestada por António Teixeira que entre risos diz: “Santa ignorância… Se é assim, fiquem quietos no vosso canto que nós estamos bem no nosso!”.

Para além das questões culturais e raciais, Augusto Alberto defende que a medida é boa para todos os países da CPLP e justifica “caso contrário, ficaremos numa comunidade apenas das reuniões e de conferências. Há que facilitar a liberdade de circulação das pessoas e bens para promover o intercâmbio económico e cultural, alguns dos elementos fundamentais duma verdadeira comunidade”. Mas há quem veja a possibilidade da Liberdade de Circulação e Residência para os cidadãos da CPLP como uma utopia, isto porque Portugal depende da União Europeia e esta decide tudo, diz Zulu Filipe.

  1. Silvério Marques

    Quem acredita que Portugal vai abandonar o espaço Shengen ? A livre circulação no espaço da CPLP significa circulação no espaço da UE, que os países europeus não vão admitir. Idem para o espaço Mercosul. Todos os países têm alianças regionais. Causa-me estranheza este artigo.

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