Os cabo-verdianos são europeus

15/01/2016 08:04 - Modificado em 15/01/2016 08:04

cv bandeira3A reportagem no jornal “O Público” com o título “Ser africano em Cabo Verde é um tabu” continua a ter várias leituras. Agora, um artigo de opinião publicado no jornal SOL descobre que os cabo-verdianos são…europeus. Nem menos!!! Mas como se diz no Mindelo: europeu é esssssssssssssss??????

http://www.sol.pt/SOL/noticia/492754

  1. afro

    Os cabo-verdianos são aFRICANOS’?

  2. Oliveira Santos

    “Os cabo-verdianos são europeus”

    DISCORDO EM ABSOLUTO !!!
    O caso fica definitivamente resolvido quando se meterem na cabeça que o Cabo-verdiano é um Atlântido. Ao diabo quem não concordar com o nosso gentilico.
    Americano… europeu… asiàtica… australiano… cabo-verdiano !
    ACABOU !!!

  3. M. Carmo Barbosa

    Aproveitando do espaço democràtico, Âs vezes calar é melhor e pode-se até passar por doutor. Vou citar dois propôsitos que saem neste artigo interessante:
    1°) o Titulo no sentido afirmativo. Seria melhor que fosse uma interrogação. Afirmar enerva tanto de um lado como de outro e não convida a debate sereno.
    2°) “colonização colonial” como se houvesse outra espécie de colonização (talvez haja uma outra… a ditatorial). Mas queria dizer à sra. Audilia que Cabo Verde não foi colonizado mas Povoado por europeus e africanos que passaram a ser Cabo-verdeanos de nacionalidade Portuguesa.. O que se pode é discutir o modo como foi feita e o tempo que levaram a dar a mudança. Isso sim. Vai continuar a gastar tinta, papel e miolo.

    – Adenda: – Seja branco, negro ou vermelho, todo o cidadão nado em Cabo Verde e adoptou a cidadania é cabo-verdiano.

  4. Suzana Abreu

    Cada um é livre de exprimir as suas opiniões livremente, desde que respeite as dos outros mas parece-me que ainda há muito desconhecimento dos factos históricos e eles existem, é só procurar fontes isentas. Estas dizem e provam que houve um “melting pot” e a partir dele a invenção do que era ser cabo verdiano.

    Uma Cultura e uma forma de estar no mundo próprias, uma História recente escrita nada menos que pelos próprios protagonistas, com avanços, recuos, hesitações e certezas, próprias de todo o ser humano.

    Contra factos não há argumentos, desde que os factos sejam verdadeiros e não fabricados ao sabor de interesses. Há também algum ressentimento contra os portugueses em geral, que parece ser alimentado com frequência e que não coloca ninguém no caminho do futuro.

    Mais de quarenta anos após a independência, é tempo de desenhar esse futuro pelo próprio pé, sem distorcer factos. Eu posso ser “herdeira” de um Passado colonialista mas isso não me faz colonialista ou racista, tal como ser neto de um assassino não o faz assassino.

    Muito poderia ainda acrescentar mas para ser produtivo o debate, as pessoas têm de estar devidamente informadas, sob pena de estarmos de facto a discutir o sexo dos anjos. Leiam “Cabo Verde, Terra de Morabeza”, em particular o capítulo sobre miscigenação. Está lá tudo explicado, com isenção e factos científicos sobre o contributo de cada um para esse “melting pot”. Inclui Judeus, tanto os que fugiram à Inquisição, como os sefarditas, bem mais tarde. Ainda há muitas famílias hoje em CV com apelidos judeus e a Boavista tem um cemitério “de judeus’ por exemplo”).

    Só para terminar, apesar de sermos um país falido, não abandonámos CV à sua sorte quarenta anos após a sua independência . O Estado português, cuja fonte de recursos vem em grande parte dos impostos que os “herdeiros do colonialismo” pagam, continua a ajudar no que pode. A razão porque a moeda cabo-verdiana se mantem estável foi porque Portugal propôs a sua paridade ao euro na União Europeia e as nossas universidades e hospitais continuam abertas a quem deles precisa. Por mim, quem vier por bem é sempre bem-vindo. Vivi uns anos em Cabo Verde quando era criança e este país ficou guardado cá dentro com muito carinho).

    Se calhar é tempo de olhar para o presente e para as gerações que nele vivem e, sem esquecer a História, perceber que já lá não estamos. Quem vive no passado é curador de museu. E se nem tudo é perfeito, paciência. É o mundo real do agora e cabe a cada um contribuir para que o presente se torne melhor. PS: a ultima ilha a ser povoada foi S.Vicente. O Sal foi povoado por escravos (eram seres humanos, por amor de Deus!)

  5. Joana Inês Sá

    Da mesma forma que há africanos brancos, existem também europeus pretos. Pensemos nos africanos escritores maiores,Luandino Vieira, Pepetela, Mia Couto e no grande político sul-africano, Leclerck?

    Com efeito, foi a partir da independência e do PAIGC, vindo de Conackry, sob influência pan-africana da luta travada na Guiné, é que forçaram a tomada de consciência do cabo-verdiano de que ele era apenas africano. Ora bem, isto desencadeou uma complicação tremenda com a nossa identidade mestiça que até hoje, mal resolvida.
    Afinal somos físico e culturalmente mestiços! Assumamos sem quais quer complexos!
    Correm nos nossos genes, sangue negro e branco que se harmonizaram ao longo de séculos já com naturalidade, sem guerras e dispensando sobretudo, guerrilheiros….

  6. Firmino Lima

    Sinceramente. Ta na hora de colocar um “STOP” nesse assunto

  7. Carmen Araújo

    mas não podemos fugir da nossa origem europeia, muito menos, africana
    geograficamente falando, somos africanos…não há como fugir desta realidade
    mas também somos europeus…carregamos muito da cultura europeia, muito mais do que a cultura africana…basta concentrarmos na nossa maneira de vestir, comportar, pensar…e claro, no nosso sangue. Mas somos africanos também…mas a melhor forma de acabar com isto é dizendo que somos cabo-verdianos e ponto final

  8. ADRIANO SANTOS

    nos é Caboverdianos e ponto final.

  9. Jose Teixeira

    Eu sou Cabaoverdiano ” Africano “

  10. Suzana Abreu

    Boa tarde. Gostaria de saber por que razão o meu comentário não foi ainda publicado. Obrigada.

  11. Nuno Paris

    Tanta raiva, para quê”?!
    Em termos de origem, cultura, postura, uns se identificarão mais com aqueles do que com estes.Outros se acharão equidistantes, alguns se equipararão a aqueles ou a estes outros, e uma boa parte não se sentirá beliscado por considerações do género.

    O importante é o comportamento em relação aos outros. Isso sim nos definirá como povo do bem ou do mal.

    E a forma como reagimos às manifestações dos outros, principalmente, quando, em princípio, não se revelam malévolas, é determinante. Porque nos retratamos.

    Haja serenidade e tolerância. Discordar não implica, forçosamente, insultar ou por qualquer forma agredir.

  12. angela alves

    ok nem 1 nem outo somos cabo verdiano pronto

  13. Margarida Da Silva

    Isso tudo deveria ser conscientemente combatido, e nao descretamente tolerado !O importante e ser, e nao vir a ser ! Um nao e oposto do outro!

  14. Firmino Almeida

    Quando muita ideologia se mistura pelo meio de um arquipélago pobre perde-se o Norte. Cabo Verde é Cabo Verde, não é Africa, quem quiser Africa profunda que vá viver em Gana ou no Mali. Boa sorte

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