Castanheira: “Hoje, há poucas dúvidas. Foram guineenses do PAIGC que assassinaram Amílcar Cabral”

15/01/2016 08:00 - Modificado em 15/01/2016 08:00

amilcar cabralPassados 21 anos sobre a publicação do livro “Quem mandou matar Amílcar Cabral?” o seu autor, o português jornalista José Pedro Castanheira diz que “Hoje, há poucas dúvidas. Foram guineenses do PAIGC que assassinaram Amílcar Cabral”.

Em entrevista ao ‘Expresso das Ilhas’, refere que passados 21 anos há novas leituras e novos dados. E cita as revelações do falecido presidente do PAIGC Aristides Pereira no livro de José Vicente Lopes:Acho que já começamos a ter respostas. O meu livro abria caminhos claros e acho que apresentei alguns elementos que permitiam ao leitor valorizar mais algumas das hipóteses do que outras. Desde então têm aparecido outras obras, dando mais peso a uma das hipóteses. E o já referido livro/entrevista de Aristides Pereira põe, para mim, um ponto final sobre o assunto. A leitura que Aristides Pereira faz reforça, de forma clara, uma das hipóteses que eu próprio desenvolvi, que era a de um conflito interno no PAIGC entre uma parte substancial dos combatentes guineenses e os cabo-verdianos. Os elementos fornecidos por Aristides Pereira reforçam essa suposição. Acho que a versão histórica mais correcta é a que sugere uma tentativa de parte de alguns sectores guineenses de obter a supremacia na liderança política e militar do PAIGC, que no essencial era protagonizada por cabo-verdianos. “Continua a não estar seguro do alegado envolvimento de Sékou Touré, mas “sobre o próprio Touré não posso afirmar, mas seguramente que alguns dos seus homens de confiança terão instigado e dado apoio aos homens que estiveram envolvidos na conspiração. Não podemos esquecer que os assassinos foram recebidos por Touré na própria noite do assassinato.

Eram todos guineenses e a maior parte deles foram passados pelas armas. Um dos grandes mistérios é saber o que foi feito do relatório de inquérito organizado pelo PAIGC e o que foi feito das cassetes contendo as gravações dos interrogatórios aos suspeitos. Tudo isso desapareceu e estou convencido que esse material nunca mais será encontrado”. Apesar da convicção que hoje há poucas dúvidas, isto é, que foram guineenses do PAIGC que assassinaram Amílcar Cabral, o investigador continua a manter o ponto de interrogação no título do seu livro “Quem mandou matar Amílcar Cabral ?”.

 

 

  1. Afonso Dias

    Bom quantas vezes mais vai ser requentado este prato .
    Embora o assunto seja escabroso, Isto já nem ao menino jesus interessa.
    O grande problema sempre foi a independência de Cabo Verde e a possibilidade do arquipélago estratégico cair nas mãos soviéticas.
    Cabral estava marcado com uma cruz já havia décadas.
    Quando ordens vieram ‘de cima’ para o limparem no PAIGC cumpriu-se e não havia mais obstaculos à independencia da Guiné, não estando previsto a a independência de Cabo Verde, que aconteceu graças ao 25 de Abril.
    Cada peão jogou o seu papel nesta história e no fim todos assobiaram para o lado.
    Guiné seguiu o seu caminho (nada bom) Cabo Verde seguiu o seu .
    AC era um marciano caído em Africa. Era um natural da Guiné descendente de cabo-vredianos que aprendeu a estar devido a sua vivência em cabo vErde (Mindelo cosmopolita e irreverente dos anos 30) e completou a sua formação em Lisboa. Era esperto, independente e progressista demais para o deixarem sobreviver. A visão que tinha da África ‘livre ‘ era naquela altura subversiva para os olhos do Mundo, americanos e mesmo dos russos. Hoje seria aclamado.

  2. guineeses?

    Bom quantas vezes mais vai ser requentado este prato .
    Embora o assunto seja escabroso, Isto já nem ao menino jesus interessa.
    O grande problema sempre foi a independência de Cabo Verde e a possibilidade do arquipélago estratégico cair nas mãos soviéticas.
    Cabral estava marcado com uma cruz já havia décadas.
    Quando ordens vieram ‘de cima’ para o limparem no PAIGC cumpriu-se e não havia mais obstaculos à independencia da Guiné, não estando previsto a a independência de Cabo Verde, que aconteceu graças ao 25 de Abril.
    Cada peão jogou o seu papel nesta história e no fim todos assobiaram para o lado.
    Guiné seguiu o seu caminho (nada bom) Cabo Verde seguiu o seu .
    AC era um marciano caído em Africa. Era um natural da Guiné descendente de cabo-vredianos que aprendeu a estar devido a sua vivência em cabo vErde (Mindelo cosmopolita e irreverente dos anos 30) e completou a sua formação em Lisboa. Era esperto, independente e progressista demais para o deixarem sobreviver. A visão que tinha da África ‘livre ‘ era naquela altura subversiva para os olhos do Mundo, americanos e mesmo dos russos. Hoje seria aclamado.

  3. jose manuel

    Se nao à novo dados deixa o nosso héroï discançar en paz’

  4. José Pedro

    Mais uma grande descoberta de Castanheira! Vem nos dizer o que se sabe desde a morte de Cabral. O que gostaríamos de saber é QUEM MANDOU MATAR AMÍLCAR CABRAL. E isso, se se tiver que saber, sabe-lo-emos antes de Castanheira, estou certo.

  5. Oliveira Santos

    Exploraram tudo, condenaram muitos, mas sabiam a verdade.
    Esperaram que o pé estivesse no estribo e mataram o joquei.
    Assim ficavam com o mérito de ganhar a corrida.
    Mas ficou a praga e nunca mais tiveram sucego.
    E vão continuar a chacina impiedosamente..

  6. Augusto Galina

    Não devemos desejar o mal a ninguém mas quem o mal fizer tardo ou cedo vai pagar.
    Aproveitaram-se dos cabo-verdianos para os ajudar na efectivação do combate a depois não os quizeram mais. PRONTO. A Guiné para os guineenses mas liqudà-los é que é inadmissivel.
    Seja como for, tudo é passado que fica na(s) Histôria(s) e agora cabe a cada um de se desvencihar, o que me parece um bico de obra ou uma obra com bicos.

  7. CidadaoCV

    Pois é … “Há poucas dúvidas” …. e certezas? Eu acho que já pouco, ou nada interessa saber quem matou, ou mandou matar Amílcar Cabral. Da era Amilcar Cabral, já poucos restam …

  8. Gastão Elias

    Na Guiné Conakry havia no máximo uns 50 cabo verdianos. Depois dizem que libertaram Cabo Verde. Isto ninguém na luta. Todos em Cuba ou nos quartéis

  9. Gastão Elias

    Na Guiné Conakry havia no máximo uns 50 cabo verdianos. Depois dizem que libertaram Cabo Verde. Isto ninguém na luta. Todos em Cuba ou nos quartéis

  10. Gastão Elias

    Na Guiné Conakry havia no máximo uns 50 cabo verdianos. Depois dizem que libertaram Cabo Verde. Isto ninguém na luta. Todos em Cuba ou nos quartéis

  11. Gastão Elias

    Na Guiné Conakry havia no máximo uns 50 cabo verdianos. Depois dizem que libertaram Cabo Verde. Isto ninguém na luta. Todos em Cuba ou nos quartéis

  12. M. Carmo Barbosa

    Continuaremos com especulações porque os mandatàrios têm todo o interesse em guardar o segredo para terem as mãos livres de criar a àurea de Chefes ou de Herois de uma Pàtria sabotada. Todos os companheiros do mato que estão em vida sabem e continuam a ser solidàrios porque têm culpas no cartôrio
    Verdade? Basta um abrir a boca e acaba o mistério mas não o fazem porque ficam manchados pela eternidade e caiem do pedestal como folha morta na estação do Outono.

  13. Julio Goto

    …quem mandou matar REnato Cardoso!

  14. Grande descoberta

    Spínola, com ódio de morte contra Cabral e os caboverdianos que considerou culpados da grande derrota que acabou com sua fama, é o grande herói do Castanheira. Por isso continua a espalhar a tese de Spínola que nunca o quis matar, fingindo esquecer um dos objectivos da invasão de Conakry: eliminar Cabral. Para depois dizer que ele o admirava e até o queria nomear Secretário geral da Guiné. Este Castanheira não muda: cada 20 de Janeiro vem vender castanhas podres para branquear o colonialismo.

  15. Nita Fortes

    A Histôria deve ser escrita com o minimo de falhas possiveis. Doa a quem doer que a verdade seja dita.
    Infelizmente hà quem queira introduzir o impossivel para criar uma outra à “maneira de”

  16. Casteanheira só levantou cogitações, nunca certezas. Todos sabém que foram guineenses os executores, mas quem mandou? Sekou Turé, Pide, França, Luis Cabral, Nino Vieira, etc. Uma parafernália de investigadores, nunca ninguem conseguiu responder a mesma pergunta. Ou sabem ou não sabem. Agora a mesma resposta de sempre, que até as criancinhas de 3ª classe já sabem, chega. Já agora quem mandou executar os executores? quem guardou as provas? Aos que sabem o que se passou, porqué guardar segredo macabro?

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