Acusação de violação sexual ao Pastor da Igreja Baptista: Tribunal faz reconstituição

15/01/2016 07:53 - Modificado em 15/01/2016 07:53
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tribunalO Tribunal de São Vicente iniciou na terça-feira, 12, o julgamento do Pastor António Pinto “Tony” acusado de violação sexual contra uma menor que frequentava a igreja. O 1º Juiz Crime realizou na manhã desta quinta-feira a reconstituição do crime dentro da Igreja Baptista, situada em Fonte Cónego, ilha de São Vicente.

O caso remonta a Março de 2015 onde o pastor António Pinto da Igreja Baptista foi acusado de abusar sexualmente de uma menor. A denúncia foi feita pelo pai da alegada vítima na altura com 14 anos. De acordo com a acusação, a menor havia sido abusada sexualmente pelo pastor durante dois anos.

Os indícios apontavam para uma violação. Assim sendo, o Tribunal de São Vicente decretou prisão preventiva ao pastor, agora suspenso da Igreja Baptista. Após quatro meses de prisão o arguido saiu em liberdade sob Termo de Identidade e Residência. A decisão de colocar o pastor em liberdade deve-se aos resultados de um exame ginecológico realizado à vítima atestando que a mesma era virgem.

Um caso que despoletou reviravolta no processo, pois os técnicos dizem que poderemos estar perante um hímen complacente. “O primeiro exame feito no Hospital Baptista de Sousa, assim como o segundo, feito a 13 de Maio pelo médico legista, mostram que a jovem pode ter tido relações sexuais, mas que é um caso de hímen complacente”.

Decorridos sete meses fora da prisão, o Tribunal de São Vicente deu início nesta terça-feira ao julgamento do pastor Tony Pinto. Após várias horas de audiência, a mesma foi suspensa até ao dia 14. Durante a sessão desta quinta-feira, o 1º Juiz Crime entendeu necessário realizar a reconstituição do crime que ocorreu dentro da Igreja Baptista situada ao lado da loja Soprobel.

A reconstituição do crime foi feita na presença dos magistrados, do Juiz e sob segurança policial. Feita a reconstituição, dirigiram-se novamente à sala de audiências onde foram ouvidas algumas testemunhas.

Apesar do tempo, não foi possível terminar o julgamento pelo que deverá ter continuidade no próximo dia 19 onde mais duas testemunhas deverão prestar declarações perante o Tribunal, seguindo-se as alegações do Ministério Público.

 

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