O futuro dos Videoclubes e Ciber na era digital

11/01/2016 08:53 - Modificado em 11/01/2016 08:53
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A pile of DVDsComo é que sobrevivem estes pequenos negócios nesta época? Uns adaptam-se e reinventam-se, alguns vão-se mantendo aos poucos e outros, simplesmente, não conseguem manter-se de pé e são obrigados a fechar.

Os videoclubes foram o empreendimento que enchia os olhos de quem é apaixonado por cinema e novelas, fez grande sucesso e trouxe muitas novidades para um país onde o acesso a esse tipo de arte era difícil. Só que os tempos mudaram e com a evolução, muitos destes negócios estão em vias de extinção.

Com os sites de downloads e a pirataria, principalmente na internet, as lojas que alugam filmes, novelas e até jogos, tentam seguir o ritmo da evolução da era digital, mas não é fácil e, para isso, muitos adaptam-se e reinventam-se com o tempo, conciliando o negócio com outras actividades como, por exemplo, papelarias, loja de materiais electrónicos, entre outros.

Numa visita por algumas dessas lojas em São Vicente, é possível constatar o contraste entre alguns anos atrás e os dias de hoje, quando se viam as lojas praticamente a abarrotar de gente, principalmente nos fins-de-semana e quando surgiam os grandes lançamentos em que queríamos ser os primeiros a chegar à loja e alugar o tão esperado filme ou então ter de ficar à espera que alguém devolvesse o filme do momento e ter prazo de devolução de 24 horas e, caso não devolvesse, pagar uma multa.

Procurados pelo NN, alguns desses empresários garantem que estes negócios estão em vias de extinção e para se manterem de pé, transformam o espaço que antigamente era só para aluguer de filmes noutros negócios afins, chegando até a encontrar bares e cafés nos mesmos espaços.

“Se conseguirmos alugar dois filmes num dia, nos dias de hoje é uma sorte, porque há dias em que não se aluga um único filme”.

Muitos garantem que apenas com o videoclube não se consegue nada, ainda mais se o espaço for de aluguer onde se tem de pagar renda e outras despesas.

Em conversa com o proprietário do videoclube Jaly na Ribeirinha, o mesmo assegura que se tivesse apenas o videoclube, por si já o teria fechado há muito tempo, porque não dá para pagar as despesas nem nada.

No mesmo local de aluguer de filmes funciona um Ciber e este negócio também se tornou complicado, porque a “maioria das pessoas actualmente tem internet em casa. Também existem as pen de internet móvel 3G das operadoras nacionais e ainda os serviços móveis como Powa Swag, da CV Móvel, que com 50 escudos activas o pacote Powa swag dia com direito a 150 megas de internet ou ainda os pacotes semanais e mensais com 1000 e 2000 megas respectivamente, e como utilizam mais as redes sociais e no telemóvel é suficiente, contra o facto de terem de comprar uma senha de internet no ciber por 70 escudos por hora, sem esquecer a rede pública Konecta, que não é das melhores, mas desenrasca numa pesquisa”, adianta Adriano Soares na área há 19 anos tendo juntado no mesmo espaço o ciber há cerca de 7 anos.

“Utilizam a internet aqui (no ciber) quando precisam de fazer upload de vídeos, fotos, ou alguma pesquisa”, esclarece o proprietário que garante também que as chamadas internacionais já não são muitas porque, com o facebook e com o viber, torna-se tudo mais fácil.

Questionado sobre o futuro do negócio que tem enfraquecido de ano para ano, Soares afirma que, por enquanto, pretende manter o negócio, já que é dono do edifício onde este funciona e não tem despesas suplementares. O empreendedor declarou que não pretende desistir por agora.

Agora com a entrada da Netflix em Cabo Verde pode tornar-se ainda mais complicado.

A Netflix é um serviço de televisão por Internet com mais de 70 milhões de assinantes distribuídos por 190 países. Para além de distribuir conteúdos, também produz filmes, documentários e séries originais.

Por um preço fixo mensal, o pacote “Basic” custa 7,99 euros (cerca de 800$00). Vale a pena lembrar que o primeiro mês é gratuito – os membros de todo o mundo vão poder ver séries originais Netflix, além de um catálogo de séries, filmes e programas licenciados. Com um valor fixo mensal, o assinante assiste ao que quiser.

 

 

 

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