O donativo de 50 mil euros ainda está  na posse da FPF   

11/01/2016 07:55 - Modificado em 11/01/2016 07:55

dinheiro_euros_notasO NN apurou que a Federação Portuguesa de Futebol está há 10 meses a  espera de um número de uma  conta bancária para transferir o donativo referente  ao jogo realizado  entre Portugal e Cabo Verde e que se destina às vítimas da erupção vulcânica na ilha do Fogo. Ao contrário do que Victor Osório afirma, a Federação Cabo-verdiana de Futebol recebeu, em 28 de Fevereiro, 30 mil euros correspondente ao prémio do jogo. Os outros 20 mil euros terão sido entregues ao ex-seleccionador Rui Águas.

Este online sabe que neste caso quanto a pagamentos  existiram duas situações distintas  que não foram clarificadas pelo actual Presidente da FCF que levaram as pessoas a concluírem que o “dinheiro resultante do jogo beneficiante teria sido usado para pagar o ex-seleccionador nacional”.

A primeira situação tem a ver com a receita da bilheteira do jogo no valor de 50 mil euros. Houve uma entrega simbólica ao Presidente da República e essa verba ainda não foi transferida porque, até agora, a Federação Portuguesa de Futebol aguarda um número de uma conta bancária para fazer a transferência desse valor. Mário Semedo, ex-Presidente da FCF confirma este facto ao NN: “na altura ficámos à espera que o Gabinete da Reconstrução do Fogo indicasse o número da conta bancária para se fazer o depósito”. Diz que até à sua saída isso não foi feito e que tem conhecimento que esse valor ainda não foi transferido”.

A segunda situação, segundo quanto apurámos, tem a ver com o “cachet” que Victor Osório chama de “prémio de jogo”. Normalmente a equipa que organiza o jogo amigável, visto que cobra publicidade e outras receitas, paga um cachet à outra equipa. Este dinheiro destina-se, normalmente, para pagar as despesas de deslocação e preparação do jogo. No caso do amigável Portugal / Cabo Verde disputado em Coimbra no dia 31 de Março, foi acordado um cachet de 50 mil euros. Desse montante, a FCF recebeu no dia 20 de Fevereiro a quantia de 30 mil euros que servia para custear as despesas da delegação cabo-verdiana constituída por 38 pessoas. A FPF acabou por assumir outras despesas como alojamento, transporte, instalações desportivas durante 5 dias para além do cachet.

Na FCF existe toda a documentação sobre esse acordo e os comprovativos da transferência e dos gastos. “Sobre os restantes 20 mil euros, este online sabe que quando a FCF ainda com Mário Semedo na presidência tentou receber esse montante, foi informada que tinha sido usado para “pagar o ex-seleccionador Rui Águas”.

O actual Presidente da FCF na sua conferência de imprensa diz que foram 50 mil euros que foram utilizados para pagar o treinador. Contactado por este online, Victor Osório diz que nunca afirmou que o dinheiro destinado às vítimas da erupção vulcânica foi utilizado para pagar o treinador. Defende que falou do prémio do jogo e também confirma que a FPF ainda não transferiu o dinheiro apurado na venda dos bilhetes no jogo amigável que era destinado à reconstrução da ilha do Fogo.

 

  1. Ladroagem

    Quase 1 ano …. e a ilha do Fogo agradece e fica aguardando ………. há só uma palavra para descrever toda esta situação: incompetência ou tentativa de ladroagem!!!! A culpa certamente é de quem coloca estes indivíduos nestes cargos. Sinceramente, haja paciência para ler estas noticias ………… e ainda querem o meu voto?

  2. João de Deus Soares

    Desde o evento o donativo na posse da FPF mas porquê? para quê?
    O seu ((deepressa) a seu dono, sobretudo para o que foi destinado.

  3. Eduino

    Este país é governado por incompetentes em todas as frentes.

  4. Francisco andrade

    9 meses passaram ( 31 de dezembro de 2015). As vezes pergunto: porquê a demora da recepção do montante destinado ao pessoal de Chã de caldeiras, visto que devido a situação que vive o pessoal deveriam ter agilizado essa transação em 3 dias, no máximo. É falta de profissionalismo da Federação Caboverdiana de Futebol. E deve-se pedir a cabeça do seu presidente.

  5. Nelson Cardoso

    Afinal, a vontade de culpar tirou discernimento à muita gente e intriga política, entenda-se politiquice, falou mais alto.
    A FCF é uma instituição totalmente autónoma, pelo que culpar os governantes pelas insuficiências ou incompetências é politiquice. Há já algum tempo que o 1º Ministro falou em amadorismo da/na federação, muitos interpretaram mal e o condenaram. Mas o tempo é a resposta. E agora? Há ou não amadorismo, para não dizer outras coisas?
    O homem já trabalhou e a FCF que assuma todas as suas responsabilidades e sucessos ou insucessos.

  6. badio

    Sem querer defender quem quer que seja, mas o que o seu voto tem a ver com o presidente da FCF, visto que quem o colocou/elegeu foi as associações regionais.
    É bom que se deixe a “politiquisse” de lado, e afirmar e buscar esclarecimentos a quem se deve.

  7. Silva

    A FCF e o Gabinete de Reconstrução do Fogo deviam ser mais céleres. Resta encontrar uma solução conjunta com o Governo para que relações de amizade e cooperação que norteiam as duas Federações saiam a salvo. Uma modesta opinião.

  8. Oliveira Santos

    O Vulcão precipitou a liquidação (a prazo) de certos dirigentes. Deviam ter demonstrado a capacidade de dirigir logo apôs as erupções. Em vez de acções concretas como alojar os acidentados, multiplicaram festivais para aquisição de donativos e os dinheiros desaparecetam como evaporou o fumo do enxofre.
    Tanta indecência é inadmissivel em qualquer burgo do planeta !!!

  9. cabo verde sempre foi governado por pessoas competentes e capazes, no entanto nesse caso cabe o presidente da FCF dar explicação, como foi que, quando que, e onde puseram o dinheiro que era para ser doado na reconstrução das casas das vitimas da erupção vulcânica( nu kre resposta ma é já)

  10. D. Semedo

    O francês “à quelque chose, malheure est bon”.
    Essa infelicidade do vulcão se lembrar de manifesta, coisa que tinha sucedido não faz muito tempo, deu para vermos a incompetência de quem nos governa. Temos muitos folcloricos, palradores e palhaços mas para governar efectivamente é outra estôria.
    Penso não estar ofendendo ninguém mas 90% da população de Cabo Verde – mesmo alguns que neles votam – sabem perfeitamente que tudo é uma questão de oprtunidade. Como o provérbio que diz “a ocasião faz o ladrão”. Certo. Então… ladrão para a prisão.

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