JMN : “o sistema eleitoral tem permitido eleições livres e transparentes, designadamente a de ULS”

8/01/2016 05:37 - Modificado em 8/01/2016 05:37

jmnO Chefe do Governo, José Maria Neves, assegura que nesta altura do campeonato, em termos políticos, não se podem levantar suspeitas em relação ao processo eleitoral visto que, inclusive, tem permitido eleições livres e transparentes, designadamente a de Ulisses Correia e Silva, em 2008 e 2012, para o cargo de Presidente da Câmara Municipal da Praia e a de Jorge Carlos Fonseca a Presidente da República, em 2011.

O Primeiro-ministro, através da sua página nas redes sociais diz que “espero que haja sentido de Estado, responsabilidade e elevação pedagógica de todos os agentes políticos e órgãos de soberania na gestão deste período eleitoral, quando os nervos estão, geralmente, à flor da pele” uma vez que o líder do MPD e candidato ao cargo de 1º Ministro, Ulisses Correia e Silva garante que está satisfeito com o acompanhamento por parte da União Europeia das eleições legislativas, visto que irá fazer com que as eleições sejam incontestáveis. Porém, José Maria Neves, actual Chefe do Executivo de Cabo Verde considera inapropriado, nesta altura, levantar suspeitas e assegura que “o sistema eleitoral cabo-verdiano, sob a direcção superior da Comissão Nacional de Eleições, converge técnica e normativamente com a maioria dos países da União Europeia e tem permitido eleições livres e transparentes, designadamente a de Ulisses Correia e Silva, em 2008 e 2012, para o cargo de Presidente da Câmara Municipal da Praia e a de Jorge Carlos Fonseca a Presidente da República, em 2011. Não se pode, nesta altura, sob pena de descredibilizar e fragilizar as instituições da República, levantar suspeitas e pôr em crise o actual sistema, resultado de amplo consenso”.

Ainda JMN acrescenta que Cabo Verde é um Estado de Direito Democrático e um país credível na arena internacional. Assim sendo, “devemos, também, aconselhar os funcionários estrangeiros residentes no país a se absterem de comentar, muitas vezes de modo paternalista e inapropriado, e de se imiscuírem nos assuntos internos, maxime nos político-eleitorais”.

  1. Joana Inês Sá

    E os casos de fraudes eleitorais julgados e condenados em tribunal? já se esqueceu? E as aldrabices e as compras de votos e de consciências noticiadas, denunciadas durante as campanhas que estiveram sob vosso comando? Já se esqueceu?
    Cabo Verde, há muito que não sabe o que são eleições limpas. isto é, em que o votante eleitor iletrado, e pobre, faz escolha livre.
    Fogo, Santiago, comunidades emigradas, são casos paradigmáticos de constantes abusos de fraudes eleitorais.

    Haja paciência convosco!

  2. Helena Fontes

    É a terceira vez que esse funcionário estrangeiro da diplomacia da UE imiscui-se em assuntos políticos internos de Cabo Verde, e se não fossemos um Estado de Direito Democrático, sério , soberano e bem governado, talvez, o dito cujo já teria sido declarado persona non grata e recambiado para o seu continente europeu.
    Ademais, os diplomatas (que são funcionários públicos) de qualquer país não podem imiscuir-se nos assuntos internos dos países onde exercem as funções, em representação do Estado respectivo.
    Agora, estranho o silêncio cúmplice do actual mais alto magistrado da Nação caboverdiana, o PR JCF, sobre esse assunto…
    Pois… será que este (e já agora a sua Exa esposa… grin emoticon ), tem moral, ética e exemplos a dar sobre respeito pela Constituição da República, que prometeu defender?
    Pois…
    Estranho ainda mais o porquê da não interpelação, ainda, dos jornalistas nacionais ao Sr PR de Cabo Verde sobre essa questão??? E ele que gosta tanto de estar junto aos mídia… grin emoticon
    Já agora lembro-vos de outros incidentes protagonizados em Portugal, pelos senhores políticos Paulo Portas e Manuela Ferreira Leite, (engraçado todos da direita… grin emoticon tongue emoticon ), contra a comunidade caboverdiana aí emigrada e residente, e que quem lhes “puxou as orelhas” em defesa dos caboverdianos foi o PM Jose Maria Pereira Neves!
    Agó!

  3. Melanie Reis

    Finalmente o JMN acaba de reconhecer que que no ano em que foi eleito, as eleições não foram nem livres nem transparentes. A Verdade vem sempre o de cima. Obrigado José Maria

  4. Eduardo Oliveira

    Mas que descaramento…
    Traficagem nos Cadernos foi sempre brincadeira de profissionais.

  5. Augusto Galina

    “… Estado de Direito Democrático, sério , soberano e bem governado…”
    Assim é que devia ser. Seria tão bonito que fosse. Porque sonhar é fàcil a Senhora vai sonhando

  6. Nelson Cardoso

    Assim vão continuar a reclamar porque vão perder mais uma vez. Não aprenderam ainda como actuar. basta o MPD perder para as eleições não serem livres e transparentes. basta, os cabo-verdianos são esclarecidos. Ulisses ganhou livremente, Jorge carlos Fonseca ganhou livremente? Quem era, foi o governo nestas eleições? Não vai ser preciso relembrar-vos as declarações de Eurico Monteiro Naná e Jacinto Santos sobre as eleitores de 1996? e se relembrarmos o Simão Monteiro?
    Vai ganhar aquele partido que mais votos tiver dos cabo-verdianos aqui e na Diáspora. A governação ,mesmo não sendo maravilha, foi e continua a ser positiva e muito.

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