Ulisses Correia e Silva preocupado com a supremacia do Governo no processo eleitoral

7/01/2016 08:03 - Modificado em 7/01/2016 08:03

ulisses silvaO Presidente do MpD, Ulisses Correia e Silva, mostrou-se mais satisfeito em relação ao processo eleitoral depois do encontro com o Embaixador da União Europeia em Cabo Verde e embaixadores e chefes de missão dos estados membros da União Europeia que garantiram que estão interessados em acompanhar o processo eleitoral em Cabo Verde.

A principal questão do líder do MpD prende-se com o figurino eleitoral que atribui ao Governo uma supremacia em relação a todo o processo. “Quer dizer que há uma supremacia do Governo relativamente a todo o processo e é isso que nos preocupa”, prontifica Ulisses Correia e Silva. Este figurino não agrada ao MpD.

“Nós temos ainda o problema que tem a ver essencialmente com o figurino institucional. Nós defendemos desde a revisão do código eleitoral de 2010 que o processo eleitoral pudesse estar sob a superintendência da Comissão Nacional de Eleições”. Esta sugestão, explica, deve-se ao facto da CNE ser um órgão que emana do Parlamento e tem representação de todos os partidos, e assim, permitiria um maior controlo do processo eleitoral, de recenseamento e do controlo da base de dados.

Este acompanhamento por parte da União Europeia das eleições legislativas deixa Ulisses Correia satisfeito. E sugere o aproveitamento da parceria estratégica com a União Europeia de convergência técnica e normativa para “aumentar o nível de qualificação de forma, transparência, objectividade e imparcialidade às instituições naquilo que é prática na União Europeia”.

Este acompanhamento vai fazer, segundo o presidente do MpD, com que haja eleições incontestáveis.
Mas para Correia e Silva, o País já deveria estar numa fase mais consolidada da democracia onde as pessoas podem exercer o direito de voto sem condicionalismos.

Da parte da União Europeia, através do seu embaixador em Cabo Verde, “há um comprometimento em acompanhar o processo da melhor forma possível”. Mas do Governo espera que possam ser disponibilizadas as verbas para o andamento normal do processo eleitoral.

  1. Joana Inês Sá

    Tem toda a razão para estar preocupado. Já os conhecemos das eleições anteriores.
    Infelizmente dão cátedras em compra de votos e de consciências.
    A oposição tem de estar muito atenta aos cadernos eleitorais, aqui e na diáspora.
    Já viram que em Cabo Verde os dados eleitorais estão viciados á partida? Não se pode estar tranquilo? Uma tristeza! Um país que se diz Estado de Direito e democrático…

    É basta relembrar as eleições mais recentes para termos o credo na boca!

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